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Jerónimo. "PCP não se cala" e "faz do seu centenário uma jornada de luta"

Secretário-geral do Partido Comunista fez um discurso no dia em que se celebra o centenário do PCP. Cumpre, "no tempo em que vivemos, o compromisso com os trabalhadores e o povo".

Jerónimo. "PCP não se cala" e "faz do seu centenário uma jornada de luta"

No dia em que se celebra o centenário do Partido Comunista Português, Jerónimo de Sousa fez um discurso a partir da Praça do Rossio, em Lisboa, onde assinalou que o PCP cumpre, "no tempo em que vivemos, o compromisso com os trabalhadores e o povo".

"Face à situação atual, marcada por graves problemas económicos, sociais e de saúde pública, em que a epidemia além dos seus efeitos diretos, é aproveitada para promover retrocessos, para pôr em causa direitos económicos, sociais, políticos e culturais", apontou, "o PCP não se cala" e "faz do seu centenário uma jornada de luta".

Jerónimo de Sousa afirmou, em seguida, que o PCP chegou aos 100 anos "mantendo a vitalidade e a iniciativa política que os próprios adversários lhe reconhecem" e "que lhe permite ter uma intervenção marcante e até decisiva a favor dos trabalhadores e do povo".

O secretário-geral sublinhou também a filiação a "uma teoria revolucionária, o marxismo-leninismo", e, depois de fazer um elogio à experiência do entendimento à esquerda, com os socialistas, de 2015 a 2019, também sublinhou que o PCP não é "força de apoio ao PS". "Nem instrumento ao serviço dos projetos reacionários do PSD, CDS e seus sucedâneos. Somos a força da alternativa patriótica e de esquerda", disse.

E ao falar do projeto do PCP, de "verdadeira alternativa", pediu "a convergência dos democratas e patriotas", que "não se conformam com um país reduzido a uma simples região da União Europeia" e pediu luta.

É uma alternativa que, advogou, "reclama a intensificação e alargamento da luta, de todas as lutas, pequenas e grandes, da classe operária, dos trabalhadores", em torno da "grande central sindical", a CGTP.

Jerónimo de Sousa criticou o Governo, por, no essencial, "manter a política de direita do PSD e do CDS", e insistiu, a exemplo que tinha feito esta semana, a acusar os partidos de direita de terem em marcha "uma ação revanchista", com "os sucedâneos Chega e Iniciativa Liberal".

É um projeto, disse, que "visa a subversão da Constituição e a revisão das leis eleitorais" pela parte do PSD para "formar maiorias artificiais". "Sim, o PS, no essencial, não mudou e PSD e CDS e os seus sucedâneos querem o regresso ao passado que o povo condenou", acusou.

Recorde-se que o primeiro-ministro felicitou hoje o PCP pelo centenário do partido, congratulando-se com a "forma franca" como nos últimos anos se encontraram "respostas comuns" para os problemas de Portugal com respeito pela identidade "de uma esquerda plural".

Numa publicação na rede social Twitter, acompanhada de uma fotografia na qual aparece ao lado do secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, António Costa prestou ainda homenagem ao "inestimável contributo" do PCP "na resistência anti-fascista e anti-colonialista e ao contributo militante para a vitalidade da Democracia no poder local democrático e na atividade sindical".

Fundado em 6 de março de 1921, em Lisboa, o Partido Comunista Português (PCP) é o mais antigo partido político do país, esteve 47 anos na clandestinidade durante o Estado Novo e foi central na resistência à ditadura.

Teve como secretários-gerais José Carlos Rates (1923-1925), Bento Gonçalves (1929-1942), Álvaro Cunhal (1961-1992), Carlos Carvalhas (1992-2004) e é atualmente liderado por Jerónimo de Sousa, desde 2004.

[Notícia atualizada às 18h25]

Leia Também: PCP: Ferro Rodrigues saúda partido, secretário-geral e líder parlamentar

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