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PRR? "Parece mais um plano do Estado do que do país"

Marques Mendes disse estar preocupado quanto ao futuro do país e criticou a "falta de ambição" do Governo no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

PRR? "Parece mais um plano do Estado do que do país"

Analisando os apoios sociais e económicos no contexto da pandemia, Marques Mendes disse, no seu espaço de comentário na SIC Notícias, estar preocupado quanto ao futuro, uma vez que há "muitas dúvidas".

A primeira preocupação do comentador é a questão das moratórias. "Portugal é dos países da Europa que mais moratórias tem. Terminam, mais tardar, em setembro. E pergunta-se: O que é que está a ser eventualmente preparado para evitar um buraco que pode surgir a seguir?", questionou, assinalando que vários países já tomaram, entretanto, algumas decisões nessa matéria.

Outra das preocupações enumeradas pelo social-democrata prende-se com o futuro do turismo, "um dos setores mais massacrados, mais martirizados" pela pandemia, mas, simultaneamente, "dos mais importantes para o emprego e para a nossa economia".

"O que é que está a ser feito, pelo menos, para recuperarmos a imagem do país no exterior?", atirou, sublinhando que, na primeira fase da pandemia, Portugal até tinha boa imagem lá fora, mas depois levou "uma pancada", "um pontapé na nuca enorme". "É preciso recuperar para que já no próximo verão possamos ter alguma melhoria no domínio do turismo", frisou.

Por fim, a terceira preocupação apontada por Marques Mendes relaciona-se com a capitalização das empresas. "As empresas estão com capitais próprios baixíssimos, pior do que a média da Europa, pior que os Estados Unidos. Não podem investir, não podem crescer. Toda a gente fala em capitalizar mas o que é que em concreto está a ser preparado?", perguntou.

"Aquilo que vejo no programa da 'bazuca' é uma coisa muito pífia. É atacar com uma fisga um problema que precisa mesmo de uma 'bazuca'", considerou.

Sobre o Plano de Recuperação e de Resiliência (PRR), que tem agora sido apelidada de vitamina, o comentador afirmou que se trata de um plano "positivo", mas "desequilibrado", apontando uma lacuna nos apoios à economia e às empresas.

"É um plano muito mais virado para o Estado e menos virado para a economia e para as empresas. Quem cria verdadeiramente riqueza num país são as empresas", defendeu. Para Marques Mendes, "parece mais um plano do Estado e não do país. Parece um adicional ao Orçamento do Estado".

Criticando a "falta de ambição" do Governo, o social-democrata afirmou ainda que o "que está no plano é um objetivo poucochinho", defendendo que o objetivo devia ser crescer ao nível dos países de leste "que são os nossos competidores diretos".

"Crescer ao nível ou ligeiramente acima da média europeia é o que tem acontecido nos últimos anos. Isto parece bonito, parece bom, mas é o caminho para o desastre", alertou Marques Mendes, lembrando que a "média europeia é muito baixa" por causa da Alemanha e da França.

Paralelamente, "os países que competem connosco (Polónia, Hungria, Letónia, etc) crescem muito mais que a média europeia. Portanto, estamos sempre a baixar de divisão", lamentou.

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