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Costa sobre Marcelo: "Espero que o 2.º mandato seja igual ao 1.º"

O primeiro-ministro está a participar esta noite numa emissão especial do programa 'Circulatura do Quadrado', na TVI

Costa sobre Marcelo: "Espero que o 2.º mandato seja igual ao 1.º"

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu, esta quarta-feira, que espera que o segundo mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, como Presidente da República, seja igual ao primeiro mandato".

"Aquilo que estas eleições traduziram foi um claramente um apreço generalizado e transversal na sociedade portuguesa pela forma como Marcelo Rebelo de Sousa exerceu o primeiro mandato", começou por apontar o chefe de Governo, esta noite, numa emissão especial do programa 'Circulatura do Quadrado', na TVI.

Confrontado com a próxima relação entre o chefe de Estado e o Governo que marcou os últimos cinco anos, António Costa concordou que Marcelo Rebelo de Sousa teve uma relação "institucional irrepreensível" com o Executivo, mas sublinhou que o "Presidente da República nunca deixou de ser exigente com o Governo".

"Nunca senti menor exigência por parte do Presidente República, seja nos bons momentos, quando saímos do procedimento do défice excessivo, seja em momentos trágicos, nos incêndios em 2017, seja agora na pandemia, quer nos momentos em que achou que devia formular críticas ao Governo, quer nos momentos em que decidiu que deveria haver uma relação solidária e articulada entre os órgãos de soberania para enfrentar esta pandemia", justificou.

"Nesta terceira vaga, as coisas estão a correr muito mal"

Questionado por Pacheco Pereira sobre quais foram os erros que António Costa identifica por parte do Governo para que se tenha "perdido o controlo da pandemia", o primeiro-ministro começou por assumir que "nesta terceira vaga, as coisas estão a correr muito mal".

Mais, para António Costa, "a confluência" entre a nova variante inglesa e o alívio de restrições no Natal foi a responsável pelo exponencial agravamento da pandemia no país.

"Essa é a explicação que consigo encontrar. (...) Acho que a confluência dessa nova variante, que na altura [período do Natal] era desconhecida, precipitou e agravou as consequências", defendeu.

Ainda assim, após a insistência de Pacheco Pereira para que revelasse que "erros substanciais e concretos" assumia o Executivo, o primeiro-ministro concordou que "houve com certeza erros" na atuação do Governo na gestão da pandemia e adiantouque se tivesse tido o "conhecimento atempado da existência da variante inglesa", teria "seguramente" decidido um medidas diferentes daquelas que vigoraram no Natal.

"Provavelmente, as restrições que entraram em vigor no princípio de janeiro teriam entrado logo em vigor no dia 26 de dezembro", exemplificou.

Quanto ao número concreto de casos da nova variante, António Costa não adiantou dado, mas garantiu que "o Instituto Ricardo Jorge está a fazer toda a sequência genómica para identificar nas analises feitas quais destas são da variante". "E tem vindo a identificar um número crescente de pessoas infetadas com a variante", frisou.

"Não acredito que daqui a 15 dias possamos voltar ao ensino presencial"

Confrontado com o término do período definido para a suspensão de atividade letiva, António Costa admitiu que as aulas devem prosseguir em regime de ensino à distância.

"Não acredito que daqui a 15 dias possamos voltar ao ensino presencial. (...) Não estaremos perto, não devemos prosseguir a interrupção e seguir em aulas online", revelou, sublinhando, momentos antes, que uma interrupção de 15 dias é fácil de compensar no calendário escolar".

Ainda sobre a interrupção da atividade escolar, o primeiro-ministro respondeu às mais recentes críticas, garantindo que nenhuma escola está, neste momento, impedida de avançar com o ensino `à distância.

"O ministro da Educação não disse que era proibido o ensino online. Se, durante esta interrupção letiva, quiserem ter trabalho de apoio para os alunos, podem ter", rematou, reiterando que "ninguém proibiu ninguém de ter ensino online".

"Vamos ter esta tensão ainda por mais umas semanas seguramente"

Quanto ao futuro próximo, no que diz respeito à evolução da pandemia, o chefe do Governo alertou que o pior ainda não passou. "Vamos ter esta tensão ainda por mais umas semanas seguramente".

De acordo com o líder do Executivo, nos próximos dias a pandemia deverá atingir "um momento em que o número de novos casos por dia vai deixar de subir, perdendo força a variação diária".

"Mas só depois disso começaremos a baixar o número de pessoas que carecem de internamento. E só depois disso começaremos a baixar o número de óbitos por dia. Portanto, não vale a pena alimentarmos a ilusão de que não estamos a enfrentar o pior momento. Vamos continuar a enfrentar o pior momento ainda durante as próximas semanas", avisou o primeiro-ministro.

O programa 'Circulatura do Quadrado', moderado por Carlos Andrade, tem como comentadores residentes o social-democrata Pacheco Pereira, o centrista António Lobo Xavier e a socialista Ana Catarina Mendes.

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