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"Precisamos de uma explosão de palavras e de políticas"

Isabel Moreira defende, numa publicação nas redes sociais, que o "espaço político e público está cheio de democratas que não usam as palavras todas para dizer de quem são as pessoas mais assustadas com o crescimento do fascismo".

"Precisamos de uma explosão de palavras e de políticas"

Isabel Moreira publicou nas redes sociais, esta segunda-feira, um género de comentário ao resultado de André Ventura, líder do Chega!, nas eleições presidenciais, onde o candidato ficou em terceiro lugar, atrás de Marcelo Rebelo de Sousa e Ana Gomes. "O crescimento da extrema-direita assusta todos e todas as democratas que o sejam por inteiro", sublinha a socialista.

E justifica: "Porque quem o é por inteiro não se sente minimamente livre ou em igualdade enquanto houver vizinhos ameaçados".

Para a deputada na Assembleia da República, "acontece que o espaço político e público está cheio de democratas que não usam as palavras todas para dizer de quem são as pessoas mais assustadas com o crescimento do fascismo. São as mulheres, são os negros e as negras, são as pessoas ciganas, são os imigrantes, são as pessoas LGBT. São as vítimas imediatas", aponta.

Para Isabel Moreira, espera-se dos líderes partidários da resistência o acolhimento inteiro de quem, cheio de história na memória das suas identidades, tem medo atravessado no corpo". Porque, nas suas palavras, "isto dói".

"E dói mais a uns de que a outros, mas se sentirmos a tal impossibilidade de sermos livres sem a liberdade e a igualdade de toda a gente, a dor é partilhada e as palavras e as emoções e as ações têm de sair de quem faz política, de quem comenta, de quem tem espaço público. Mas saem pouco".

Assim, conclui, "precisamos de uma explosão de palavras e de políticas".

De recordar que numas eleições presidenciais atípicas em plena pandemia, com máscaras, longas filas, gel desinfetante e canetas próprias, Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República, com 60,70% dos votos. O reconduzido chefe de Estado teve melhor prestação eleitoral em concelhos com mais casos de Covid-19 e com maior área ardida.

Mais renhida foi a luta pelo segundo lugar com Ana Gomes, candidata apoiada pelo PAN e Livre, a ficar à frente de André Ventura, com 12,97% e 11,90%, respetivamente.

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