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Presidenciais: Eleitores portugueses votam com tranquilidade em São Paulo

Portugueses e luso-brasileiros que foram votar para escolher o próximo Presidente, no Consulado-Geral de Portugal em São Paulo, encontraram um clima tranquilo no primeiro dia da eleição presencial dos residentes no estrangeiro.

Presidenciais: Eleitores portugueses votam com tranquilidade em São Paulo
Notícias ao Minuto

19:11 - 23/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

O Consulado disponibilizou álcool em gel para os votantes, todos as pessoas no local, que conta com três mesas de votação, usavam máscaras, não havia aglomerações e poucos eleitores aguardavam na fila para votar.

António Fernando Gonçalves de Lima, 66 anos, contou que viajou da cidade de Campinas, localizada a cerca de 100 quilómetros de São Paulo, especialmente para escolher o novo Presidente.

"Portugal é a nação, é o meu país também e sempre esteve no meu coração. Isto vem lá dos meus avós, que vieram imigrantes de Portugal [para o Brasil]. Minha mãe é portuguesa e veio mocinha para cá, onde constituiu a sua família. Portanto, tenho uma relação familiar, uma relação de carinho com Portugal", explicou o luso-brasileiro.

"Me vi na obrigação de contribuir para que Portugal tenha um destino mais importante, além do que já tem hoje. Isto me trouxe [aqui] para contribuir nesta eleição para a escolha do Presidente da República Portuguesa, para que a gente possa ter um destino melhor para a nação portuguesa", acrescentou.

Filha de um imigrante português, Lisandra Duarte Ferreira Castalano, de 43 anos, contou que o pai sempre fez questão de manter a ligação da família com suas origens portuguesas e, portanto, se sentia no dever cívico de votar, mesmo durante a pandemia de covid-19.

É "nosso dever de cidadão, tanto no Brasil quanto em Portugal, por sermos cidadãos luso-brasileiros, temos este dever cívico de votar", frisou a eleitora.

Questionada se temia infetar-se ao sair de casa para votar - o Brasil é um dos países mais afetados pela pandemia com mais de 215 mil mortos e 8,7 milhões de infetados - Lisandra Duarte Ferreira Castalano disse que não.

"Eu acredito que, tomando as medidas de necessárias de distanciamento, álcool em gel, máscara, tudo que já fazendo ao longo deste ano inteiro de 2020, me senti segura para vir cumprir meu dever como cidadã", defendeu.

O Consulado-Geral de Portugal informou que 121.901 cidadãos estavam com documentação apta para votar em São Paulo nas presidenciais.

Em Santos, cidade brasileira com uma vasta comunidade portuguesa e que também tem mesas de votação, há outros 14.202 eleitores recenseados.

António Roberto Catalano Júnior, 45 anos, salientou que sua ligação com Portugal também é antiga. É neto de portugueses e casado com uma luso-brasileira.

"Sempre tivemos uma afinidade muito próxima com os laços culturais, laços artísticos políticos e, de uma maneira geral, sempre estivemos muito próximos de Portugal e da colónia luso-brasileira", contou.

O eleitor também disse não temeu infetar-se ao sair de casa para votar porque toma todos os cuidados, e observou que o Consulado-Geral de Portugal assegurou condições.

"Votando com a segurança necessária, não acredito que isto possa trazer um risco além do que todos nós já estamos correndo na situação [da pandemia]. Não vejo nenhum impedimento para todos votarem", disse.

"Prezo muito a representatividade do Estado e espero que o candidato vencedor tenha este papel fundamental. Portugal precisa marcar a imagem dele como uma nação, da postura, da envergadura que tem e, para isto, há a necessidade [de eleger] uma pessoa que impacte (...) Seja qual for o candidato vencedor espero que esta representatividade seja a mola motriz do próximo Chefe de Estado", concluiu.

As eleições presidenciais estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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