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PSD pede ao Governo que organize o ato eleitoral com segurança

O presidente do PSD apelou hoje ao Governo que organize o ato eleitoral de domingo de forma a que as pessoas "sintam segurança" e pediu aos portugueses que vão votar, recordando no entanto que defendeu o adiamento das Presidenciais.

PSD pede ao Governo que organize o ato eleitoral com segurança
Notícias ao Minuto

19:53 - 21/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

"Referi que devíamos equacionar o adiamento das eleições eleitorais (...). Sendo isto que temos à nossa frente quero pedir aos portugueses que apesar de tudo isto vão votar no domingo. Ao Governo [peço] que organize as eleições em segurança para que não haja o espetáculo a que assistimos no domingo com o voto antecipado com as pessoas a monte umas em cima das outras", disse Rui Rio.

O líder dos sociais-democratas, que falava aos jornalistas no Porto numa conferência na qual comentou a decisão anunciada hoje de encerramento das escolas devido à pandemia da covid-19, considerou que para as Presidenciais de domingo existe "um risco duplo" que é "muita abstenção e as pessoas não confinadas a irem votar".

"Já que entenderam que não se deveria equacionar o adiamento das eleições com razões de ordem jurídica que se conseguiam ultrapassar quando há consenso e bom senso -- não quiseram -- o Governo tem obrigação de organizar o ato de forma muito melhor do que fez no domingo", referiu.

Já no período reservado a perguntas, Rui Rio foi ainda mais claro nos pedidos ao executivo de António Costa: "Espaços muito largos e mesas suficientes para as pessoas poderem guardar a distância e que não se formem filas na rua", enumerou.

"O meu apelo ao Governo é que as coisas estejam organizadas de tal maneira que permita que as pessoas possam votar em segurança", reforçou o presidente do PSD.

Já dirigindo-se, novamente, aos portugueses, Rio disse que "esta é uma eleição muito importante", pedindo "um sacrifício", o de "cumprir civicamente o que lhes compete e no domingo irem votar em segurança".

Rui Rio recordou ainda os argumentos que levaram ao não adiamento das eleições de domingo, criticando-os, e concluiu que "ninguém suspende democracia nenhuma se adiar umas eleições".

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para domingo e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral termina na sexta-feira. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), o ex-militante do PS Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans e presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

Leia Também: PSD concorda com fecho de escolas, mas não poupa Governo a "abanão"

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