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Arremesso de pedras em ação de campanha de André Ventura

Os incidentes aconteceram numa ação de campanha, no Cinema Charlot, em Setúbal.

Arremesso de pedras em ação de campanha de André Ventura

A informação foi avançada por vários meios de comunicação que estão a acompanhar o candidato à Presidência da República.

Os momentos de tensão vividos num comício de André Ventura, em Setúbal, e que envolveram o arremesso de pedras só terminaram com a intervenção da polícia.

De acordo com a TVI24, o candidato do Chega terá sido atingido por objetos atirados pelos manifestantes assim que saiu do auditório.

"Foram arremessadas pedras e vários objetos que podiam ferir alguém. A PSP tentou até ao fim evitar que isto acontecesse,(...) mas um Estadode Direito não pode permitir que isto aconteça", afirmou o comandante distrital de Setúbal à televisão de Queluz.

O corpo de intervenção da Polícia de Segurança Pública esteve no local e forçou os manifestantes a dispersarem, em ambiente de grande tensão, exibindo os bastões. Fonte daPSPno local acrescentou, em declarações à agência Lusa, que foi detido um dos manifestantes.

Logo após o arremesso de pelo menos uma pedra e outrosobjetos, os seguranças privados de André Ventura protegeram o candidato presidencial até ao interior de uma viatura, que arrancou do local. Apesar de não haver informação de ferimentos graves, um repórter de imagem da TVI foi atingido num joelho.

"A PSP, até ao fim, tentou, com muito bom senso e ponderação, evitar que isto acontecesse. Quando começaram a chover pedras, não havia outra hipótese se não dispersar aquela gente toda. Foi o que fizemos", disse à agência Lusa o comandante distrital da PSP de Setúbal, Viola Silva, assumindo o uso dos bastões sobre os manifestantes, que empunharam muitos cartazes da ex-eurodeputada do PS e concorrente presidencial, Ana Gomes.

O responsável pelos cerca de 40 elementos policiais no local, incluindo o corpo de intervenção da Unidade Especial de Polícia, afirmou que a PSP teve de usar a força para dispersar os manifestantes. "Se me estão a atirar pedras, como deve calcular, não lhes vou pegar por um braço. A PSP, no âmbito das regras do Estado de direito, teve de usar a força considerada necessária", justificou.

A reportagem da agência Lusa testemunhou no local em volta da viatura que transporta Ventura na campanha uma garrafa de plástico com água, várias caixas de pastilhas elásticas cheias, um isqueiro e uma pedra da calçada atiradas do lado da manifestação contra a comitiva do Chega.

"A entrada do candidato correu mais ou menos bem. Foram só arremessados alguns ovos - não sei se vocês repararam ou se já lá estavam dentro. Na saída, como prevíamos, foram arremessadas pedras e objetos metálicos cortantes, tudo objetos que, se acertassem em alguém, podiam matar", descreveu Viola Silva.

A concentração de ativistas começara bem antes da chegada da caravana do líder populista ao Cinema Charlot. Como tem sido hábito nas iniciativas deste concorrente a chefe de Estado foram audíveis palavras de ordem e gritos de "fascista" e "racista". Os manifestantes exibiram também vários cartazes contra o presidente da força política da extrema-direita parlamentar, que tem tido um discurso radical contra minorias em geral, visando em particular a etnia cigana.

As eleições presidenciais realizam-se em plena epidemia de covid-19 em Portugal no domingo, sendo a 10.ª vez que os cidadãos portugueses escolhem o chefe de Estado em democracia. A campanha eleitoral começou no dia 10 de janeiro.

Há outros seis candidatos: o incumbente Marcelo (apoiado oficialmente por PSD e CDS-PP), a diplomata e ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre), o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira (PCP e "Os Verdes"), a eurodeputada e dirigente do BE, Marisa Matias, o fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva ("Tino de Rans", presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar).

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