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Ana Gomes seguirá orientações dos decisores políticos sobre a campanha

A candidata presidencial Ana Gomes assegurou hoje que cumprirá todas as determinações das autoridades sanitárias quanto à campanha e respeitará qualquer mudança de orientação a este respeito por parte dos decisores políticos.

Ana Gomes seguirá orientações dos decisores políticos sobre a campanha
Notícias ao Minuto

14:47 - 20/01/21 por Lusa

Política Covid-19

No final de uma visita à Escola de Medicina da Universidade do Minho, em Braga, Ana Gomes foi questionada sobre o constante agravamento dos números da pandemia de covid-19 e os efeitos que tal poderá ter na campanha, que termina na sexta-feira.

"Eu não tenho os dados que os decisores políticos têm, designadamente o primeiro-ministro e o Presidente da República, e, portanto, eu cumprirei rigorosamente as determinações que forem feitas pelas autoridades que têm os números e as possibilidades de adaptação", afirmou.

A ex-eurodeputada do PS sublinhou que já adaptou a sua campanha de forma a cumprir todas as regras, evitando aglomerações e visitando apenas "portugueses que estão a trabalhar".

"Se, de um momento para o outro, houver uma mudança de orientações eu respeitá-las-ei", assegurou.

A candidata admitiu que "é muito difícil tomar decisões" nesta fase da pandemia e disse acreditar que todos estarão a ter em conta "os melhores interesses do país", nomeadamente na avaliação sobre um eventual encerramento das escolas.

"Não obstante o papel absolutamente decisivo socialmente que as escolas têm, poderá ser necessário. Eu só espero que, sendo necessário, seja de forma clara e corajosa", adiantou.

A militante do PS recorreu às palavras do presidente da Escola de Medicina da Universidade do Minho, Nuno Sousa, que a conduziu na visita, para apontar que "uma das soluções pode ser fechar rigorosamente durante um certo tempo para achatar a curva" e se poder aliviar a pressão sentida nos hospitais.

Questionado se admitia fechar a Escola de Medicina, Nuno Sousa respondeu afirmativamente, desde que tal fosse feito "em articulação com a tutela, com as autoridades de saúde e a Universidade".

No entanto, numa instituição que apenas registou dois casos comunicados de covid-19, Nuno Sousa defendeu a importância de pensar, em caso de encerramento, se não devem ficar excluídos os estudantes da área da saúde "mais próximos de chegar ao final da sua formação"

"Devem continuar a sua formação para estarem preparados para ajudarem o Serviço Nacional de Saúde", afirmou, agradecendo a visita de Ana Gomes por se lembrar que "o Minho também é Portugal".

A candidata concordou e recomendou até que especialistas desta Escola também sejam ouvidos em reuniões como as do Infarmed.

"Há toda a vantagem que as decisões não sejam só tomadas no Porto e em Lisboa", disse.

Antes, a candidata visitou o projeto Cozinha Solidária, também em Braga, que serve diariamente cerca de 400 refeições no concelho, número que tem aumentado durante a pandemia e que reúne quase duas centenas de voluntários, entre a confeção de alimentos, embalagem e distribuição.

"Achei extraordinário um projeto em que os cidadãos voluntariamente se organizaram para fornecer comida e apoios aos mais vulneráveis, com capacidade de mobilizar alguns dos beneficiários para serem também distribuidores da ajuda", destacou.

O espaço apertado onde funciona o projeto, no Centro Social da Paróquia de Gualtar, não permitiu que a comunicação social acompanhasse ao mesmo tempo a visita da candidata e vários jornalistas optaram mesmo por não entrar na sala onde estavam a ser embaladas as refeições.

A campanha de Ana Gomes prossegue hoje apenas em versão online, com mais uma sessão do ciclo "Portugal é consigo, Portugal é connosco", hoje com a participação do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, e do antigo ministro João Cravinho, seguida de uma conversa com jovens socialistas organizado pela JS do Porto.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para domingo e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral termina na sexta-feira. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), o ex-militante do PS Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans e presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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