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Costa deseja "sucesso" a Biden e quer relançamento das relações com EUA

O primeiro-ministro, António Costa, enquanto presidente em exercício do Conselho da UE, dirigiu hoje os "votos dos maiores sucessos" ao novo Presidente norte-americano, Joe Biden, sublinhando a necessidade de um relançamento das relações com os Estados Unidos.

Costa deseja "sucesso" a Biden e quer relançamento das relações com EUA
Notícias ao Minuto

10:18 - 20/01/21 por Lusa

Política UE/Presidência

Discursando no Parlamento Europeu, em Bruxelas, na apresentação das prioridades da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, Costa, abordando aquela que é a terceira prioridade do semestre -- a vertente de política externa, de "uma União Europeia aberta ao mundo" -, lembrou que hoje mesmo há uma mudança de administração em Washington, que espera que abra as portas a uma nova relação transatlântica com os EUA.

"E neste dia em que tomará posse o Presidente Joe Biden, não posso deixar de lhe dirigir os votos dos maiores sucessos no seu mandato e de referir a necessidade de relançarmos as relações, cada vez mais próximas, com os Estados Unidos", nomeadamente nas áreas do clima, da luta contra a covid-19, na defesa do multilateralismo, da segurança, do comércio, e também do digital, declarou.

No contexto da maior abertura da Europa ao mundo, Costa defende que a Europa deve procurar também, "naturalmente, continuar a reforçar, desde logo, as parcerias de vizinhança, a Leste e a Sul, e a parceria estratégica com o continente africano", além das relações transatlânticas com o Reino Unido, os Estados Unidos e a América Latina.

O chefe de Governo deixou também uma palavra em particular para o "novo vizinho e velho aliado" Reino Unido, que deixou em definitivo a União no dia em que Portugal assumiu a sua quarta presidência do Conselho da UE, em 01 de janeiro passado.

"Atenção especial merece, obviamente, o Reino Unido, novo vizinho e velho aliado, que continuará a ser um importante parceiro para a União Europeia", disse Costa, que espera em breve o consentimento do Parlamento Europeu ao acordo de comércio e cooperação alcançado na véspera de Natal entre a UE e Londres.

Apontando que "a principal marca" da presidência portuguesa, quanto ao Indo-Pacífico, "será promover uma parceria mais próxima e estratégica entre as duas maiores democracias do Mundo, a União Europeia e a Índia", Costa lembrou aquele que será o principal evento do semestre em termos de relações com países terceiros: "acolheremos uma cimeira UE-Índia, no Porto, em maio, centrada na cooperação em matéria do digital, comércio e investimento, produtos farmacêuticos, ciência e espaço".

O primeiro-ministro português reiterou que a UE deve reforçar a sua autonomia estratégica apontando que, "como esta pandemia evidenciou, a Europa não pode estar totalmente dependente do fornecimento por terceiros de bens essenciais, nem de cadeias de valor tão extensas, que têm um elevado risco de interrupção".

"Trata-se de um debate muito exigente porque implica ao mesmo tempo a política industrial, a política de concorrência e a política comercial", admitiu, ressalvando de imediato que tal "não pode significar nem uma deriva protecionista, nem a mirífica promoção de «campeões europeus»".

Por fim, Costa fez questão de se referir ao que classificou como "uma questão central da relação da Europa com o Mundo: as migrações", um tema que admite não ser consensual entre os 27.

"Estamos cientes das diferentes sensibilidades existentes. Mas as migrações são uma realidade desde que existem seres humanos no planeta. E assim continuará a ser enquanto a espécie humana conseguir sobreviver. É também inegável que a sua gestão exige uma ação europeia comum. Devemos, portanto, continuar o trabalho sobre o novo Pacto para as Migrações e o Asilo, tentando encontrar o equilíbrio adequado entre as suas dimensões interna e externa, sem esquecer também a migração legal", declarou

António Costa, na condição de presidente em exercício do Conselho da UE, debate hoje com o Parlamento Europeu, em Bruxelas, as prioridades da presidência portuguesa para o primeiro semestre do ano.

Menos de uma semana após ter acolhido a visita a Lisboa de uma delegação do colégio da Comissão Europeia liderada pela presidente Ursula von der Leyen, na passada sexta-feira, e de também já ter recebido o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, no lançamento da presidência, no início do mês, Costa completa assim a ronda de discussões institucionais sobre o programa do semestre com o Parlamento Europeu.

No final do debate no hemiciclo, Costa, Von der Leyen e Sassoli darão uma conferência de imprensa conjunta, às 13:00 locais (12:00 de Lisboa), após o que o primeiro-ministro terá reuniões separadas com os líderes das duas maiores bancadas do Parlamento Europeu, o alemão Manfred Weber, presidente do grupo do Partido Popular Europeu (PPE), e a espanhola Iratxe García, presidente do grupo dos Socialistas e Democratas (S&D).

A terminar a agenda da deslocação de hoje de António Costa a Bruxelas, está prevista uma nova reunião com Charles Michel, na sede do Conselho, às 17:00 locais.

Sob o lema «Tempo de agir: por uma recuperação justa, verde e digital», a presidência portuguesa da UE, até final de junho, assume como grandes prioridades a promoção de uma recuperação da crise económica e social provocada pela pandemia alavancada pelas transições climática e digital, a concretização do Pilar Europeu dos Direitos Sociais da UE e o reforço da autonomia de uma Europa aberta ao mundo.

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