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BE nega organização de protestos anti-Ventura face a acusações "absurdas"

O BE negou hoje qualquer ligação à organização de manifestações contra o candidato presidencial do Chega, considerando as acusações de André Ventura "mentirosas" e "absurdas", numa posição oficial do partido distribuída aos jornalistas.

BE nega organização de protestos anti-Ventura face a acusações "absurdas"
Notícias ao Minuto

23:06 - 19/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

"O BE não organizou qualquer manifestação. Tanto quanto sabemos, foram organizadas por organizações e pessoas que combatem o racismo", lê-se.

O candidato presidencial do Chega anunciou hoje que vai apresentar queixas à Comissão Nacional de Eleições (CNE) e à Polícia de Segurança Pública (PSP)" por suposta "espionagem" e "boicote" à sua campanha por parte do BE, tendo exibido uma fotografia de uma carrinha de produção da campanha da bloquista Marisa Matias que diz ter estado a seguir a caravana do partido nacional-populista.

Na resposta, o BE esclarece: "A carrinha referida é usada pela equipa da campanha presidencial da Marisa Matias e tem acompanhado as ações da candidata, como qualquer jornalista pode confirmar".

"A carrinha esteve no comício virtual de São João da Madeira, no dia 15 de janeiro, e seguiu, nessa mesma noite, para Viseu, para preparar a iniciativa que Marisa Matias realizou naquela cidade no dia seguinte. Percebemos que o candidato da extrema-direita esteja com medo da solidariedade de um país que se elevou contra quem insulta mulheres, mas estas acusações, além de mentirosas, são absurdas", declaram os responsáveis bloquistas.

No domingo, 10 de dezembro, primeiro dia oficial de campanha, a caravana do deputado único do Chega foi, em Serpa, alvo do primeiro de vários protestos contra o seu discurso radical sobre as minorias, na ocasião por parte de cidadãos portugueses de etnia cigana e ativistas antifascistas ("antifas").

"Quem pediu (autorização) e organizou a manifestação chama-se Alberto Manuel da Cunha Matos, nomeado funcionário do grupo parlamentar do BE em novembro de 2019", acusou Ventura, pedindo um esclarecimento por parte do BE.

Questionado insistentemente pelos jornalistas sobre provas das acusações, ainda sobre o protesto de Serpa, o concorrente a chefe de Estado limitou-se a dizer que "não se tratou de uma manifestação espontânea", mas sim um protesto com "o dedo do BE".

Sobre esta manifestação naquela localidade do distrito alentejano de Beja, o BE não se pronunciou.

As eleições presidenciais realizam-se em plena epidemia de covid-19 em Portugal em 24 de janeiro, a 10.ª vez que os cidadãos portugueses escolhem o chefe de Estado em democracia, desde 1976. A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina em 22 de janeiro.

Há outros seis candidatos: o incumbente Marcelo (apoiado oficialmente por PSD e CDS-PP), a diplomata e ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre), o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira (PCP e "Os Verdes"), a eurodeputada e dirigente do BE, Marisa Matias, o fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva ("Tino de Rans", presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar).

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