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Tiago Mayan avisa que é preciso garantir resposta se escolas fecharem

O candidato presidencial Tiago Mayan Gonçalves avisou hoje que se o Governo optar por fechar as escolas tem que garantir uma resposta efetiva aos pais que ficam com os jovens e crianças em casa.

Tiago Mayan avisa que é preciso garantir resposta se escolas fecharem
Notícias ao Minuto

20:20 - 19/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

O primeiro-ministro anunciou hoje que se inicia na quarta-feira a campanha de testes rápidos nas escolas e adiantou que não hesitará em fechar estabelecimentos de ensino se verificar que a variante inglesa do novo coronavírus, mais contagiosa, tornou-se dominante.

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), que já tinha classificado como positivo as escolas permanecerem abertas neste novo confinamento geral, referiu que esta é uma decisão do Governo, no entanto advertiu que também terá "que assumir as responsabilidade dessas decisões e dar resposta aos pais que vão ter crianças em casa que não têm autonomia suficiente para estar sozinhas".

"Portanto, vai ter que garantir de alguma forma a resposta a esses pais, vai ter que garantir que os jovens não entrem numa espiral de saúde mental afetada e que estes jovens e crianças, que não desaparecem do mapa, têm que ter uma resposta efetiva", frisou.

Tiago Mayan referiu que há muitos pais em teletrabalho, em resultado nas novas medidas de confinamento, mas lembrou que muitos não podem estar porque as suas funções o impedem, nomeadamente os operários, os que estão na linha da frente do combate à pandemia ou estão a conduzir autocarros ou estão a distribuir comida ou estão nos supermercados.

"Estas pessoas tem filhos em idade escolar e filhos que não estão autónomos o suficiente para estarem sozinhos em casa", ressalvou.

E continuou: "Nós não podemos simplesmente pensar que retirar as crianças e os jovens das escolas que significa que eles vão estar encapsulados e guardados durante tudo este período num sítio seguro, a questão é qual é a alternativa para estes pais e para estas famílias".

Portugal contabilizou hoje 218 mortes, um novo máximo de óbitos em 24 horas, relacionados com a covid-19, e 10.455 novos casos de infeção pelo novo coronavírus, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Quase metade das mortes registaram-se na região de Lisboa e Vale do Tejo (88 mortos).

Na segunda-feira as autoridades de saúde deram conta da morte, no total, de 167 pessoas em 24 horas.

O boletim epidemiológico da DGS revela também que estão internadas 5.291 pessoas, mais 126 do que na segunda-feira, das quais 670 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, mais seis, dois valores que são novos máximos.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Portugal já registou 9.246 mortes associadas à covid-19 e 566.958 infeções pelo vírus SARS-CoV-2, estando hoje ativos 135.841 casos, menos 45 do que na segunda-feira.

As eleições presidenciais estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral começou em 10 de janeiro e decorre até sexta-feira, com o país a viver sob medidas restritivas devido à pandemia. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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