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Ana Gomes elogia Costa primeiro-ministro, críticas só para líder do PS

A candidata presidencial Ana Gomes elogiou hoje a atuação do primeiro-ministro no combate à pandemia e deixou as críticas para o António Costa líder do PS, pela falta de comparência do partido nas eleições de 24 de janeiro.

Ana Gomes elogia Costa primeiro-ministro, críticas só para líder do PS
Notícias ao Minuto

14:44 - 19/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

No final de uma visita a instalações de recolha de resíduos sólidos da Câmara Municipal de Almada, a antiga eurodeputada do PS foi questionada sobre as acusações que fez a António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa de desvalorizarem as presidenciais, em entrevista ao Jornal de Notícias.

"Eu acho que o primeiro-ministro tem estado a fazer tudo o que é preciso fazer para fazer face à pandemia, essa tem sido a prioridade dele e do Governo, como devia ser", começou por dizer.

Segundo Ana Gomes, a sua crítica "não é ao primeiro-ministro", mas ao líder socialista, reiterando a sua discordância que o PS não tenha um candidato próprio às eleições, nem sequer dando indicação de voto.

"Em relação ao António Costa primeiro-ministro não tenho dúvidas que tem estado a fazer tudo o que é possível fazer para proteger os cidadãos e até no esforço de adaptação para que o máximo de pessoas votem", disse.

Ao Jornal de Notícias, a candidata criticou a "não comparência da direção do PS" nas presidenciais.

A candidata voltou a centrar as críticas no parlamento, que considera poder ter acautelado mais cedo outras formas de votação.

"Apesar de tudo, sabemos que há muitas pessoas que não vão poder exercer o seu direito de voto, uns porque não sentem segurança, e todas as pessoas que entraram em isolamento a partir de ontem e já não vão poder votar. Pode ser um universo de cerca de cem mil pessoas", alertou.

Ana Gomes agradeceu o "extraordinário trabalho do poder local" na organização de brigadas para recolher o voto quer das pessoas em isolamento, quer em lares, e conversou mesmo com um trabalhador municipal 'desviado' para essa tarefa.

"Disse-me que tudo tinha funcionado bem, é um despe e veste equipamento, um processo moroso, enfim. Conseguiu ir hoje de manhã a onze casas", explicou.

Devido às restrições pandémicas, a comunicação social não pôde acompanhar a candidata nesta visita às instalações municipais, tal como não assistiu à reunião que manteve, antes, na Escola Secundária Fernão Mendes Pinto, em Almada, com professores e alunos.

Depois de Ana Gomes ter admitido hoje que o encerramento das escolas "poderá vir a ser inevitável", a candidata quis deixar uma palavra de apreço a todos os professores e trabalhadores no meio escolar.

"Fiquei extremamente impressionada com a dedicação e a forma como professores e todos os trabalhadores das escolas se mobilizaram, se reinventaram para acorrer às necessidades e desdobrar esforços para não deixar ninguém para trás na escola", disse.

Apesar de na escola que visitou tudo estar "a correr bem", os responsáveis com quem falou também admitem um cenário de encerramento, "sobretudo pelo que se passa fora das escolas com os alunos a partir dos 14 ou 15 anos", que se juntam em grupos e que professores e assistentes já não podem controlar.

"Se a escola parar as desigualdades ainda mais se vão agravar", lamentou.

À tarde, a candidata vai visitar uma estação de tratamento de águas residuais, acabando o dia com duas iniciativas online, como já tem sido habitual.

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