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Marcelo invoca Chirac como alerta para riscos da dissolução do parlamento

O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa invocou hoje o antigo chefe de Estado francês Jacques Chirac para alertar para os riscos da dissolução do parlamento, afirmando que "usar a bomba atómica mal usada é devastador".

Marcelo invoca Chirac como alerta para riscos da dissolução do parlamento
Notícias ao Minuto

22:45 - 18/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

Em entrevista à CMTV, o Presidente da República e recandidato ao cargo não excluiu a possibilidade de utilizar este poder se for eleito para um segundo mandato, "se for necessário, estritamente necessário", apenas perante "uma situação que não seja resolúvel com a mesma composição do parlamento".

"Depois, tem de haver uma causa, uma causa tão grave ou uma acumulação de causas graves de violações constitucionais que prefigure a hipótese muito razoável de haver uma alternativa de Governo", acrescentou.

No seu entender, "não se pode utilizar a bomba atómica uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes, e quando se utiliza tem de se utilizar com uma fortíssima possibilidade de o que sai da eleição ser melhor do que aquilo [que está], isto é, ou há maioria absoluta de um partido, ou há uma coligação alternativa, formal ou informal, que substitui aquela solução que existe".

"Porque, se não, acontece o que aconteceu um dia a um Presidente francês, o Presidente Chirac, que entrou, recém-eleito, cheio de energia vital, dissolveu o parlamento, falhou a aposta dele, que era - em França o Presidente é líder de uma área política - levar a direita ao poder. Falhou e apanhou com a esquerda reforçada no poder mais não sei quanto tempo", alertou.

Embora sem abdicar do poder constitucional de dissolução da Assembleia da República, Marcelo Rebelo de Sousa concluiu: "Não ando à procura de ocasião para usar a bomba atómica, porque usar a bomba atómica mal usada é devastador, e o primeiro a ser devastado, além do sistema político todo, é o Presidente".

O antigo presidente do PSD recandidata-se à chefia do Estado com o apoio deste partido e do CDS-PP, numa eleição em que o PS no Governo optou por não dar indicação de voto aos seus militantes. Os outros candidatos são Ana Gomes, Marisa Matias, João Ferreira, Tiago Mayan Gonçalves, André Ventura e Vitorino Silva.

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