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Insultos contra candidatos são dirigidos à Constituição

O candidato presidencial João Ferreira disse hoje que os insultos proferidos nos últimos dias contra a maioria dos candidatos ao cargo são, na realidade, dirigidos à Constituição da República Portuguesa.

Insultos contra candidatos são dirigidos à Constituição
Notícias ao Minuto

19:56 - 15/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

"Desengane-se quem pensar que este ódio e estes insultos são dirigidos contra mim ou contra qualquer outro candidato ou candidata. O destinatário deste ódio e destes insultos está aqui: é a Constituição da República Portuguesa", afirmou, sendo depois fortemente aplaudido pelo público que se encontrava na União Desportiva e Cultural Banheirense.

No comício noturno de quarta-feira, em Portalegre, André Ventura, candidato presidencial pelo Chega, proferiu insultos contra o líder comunista Jerónimo de Sousa e os candidatos Marcelo Rebelo de Sousa, João Ferreira, Marisa Matias e Ana Gomes.

Hoje, numa ação para debater o futuro da Península de Setúbal, na Baixa da Banheira, no concelho da Moita, o candidato comunista, depois de evitar o tema, abordou-o referindo-se a "manifestações de ódio, insultos, grosseiras e desbragadas, má educação" que entraram na campanha "nos últimos dias".

Assegurando que esse tipo de discurso não vai mudar a sua atitude, João Ferreira afirmou que são os direitos consagrados na Constituição, "o Portugal que está inscrito nas páginas da Constituição" que "eles odeiam", e "querem combater".

Na quinta-feira, instado pelos jornalistas, em Ponte de Lima, a reagir às declarações de André Ventura, o eurodeputado disse não estar na corrida presidencial para "despiques estéreis" mas sim para debater a "situação do país e as preocupações das pessoas".

"Todos os portugueses estão em condições de fazer o seu julgamento", disse João Ferreira na ocasião, frisando que não tencionava desviar-se "um milímetro" do objetivo que fixou para a sua candidatura.

As eleições presidenciais realizam-se em plena epidemia de covid-19 em Portugal em 24 de janeiro, a 10.ª vez que os cidadãos portugueses escolhem o chefe de Estado em democracia, desde 1976. A campanha eleitoral começou no dia 10 e termina em 22 de janeiro.

Há sete candidatos: o incumbente Marcelo Rebelo de Sousa (apoiado oficialmente por PSD e CDS-PP), a diplomata e ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre), o deputado único do Chega, André Ventura, o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira (PCP e "Os Verdes"), a eurodeputada e dirigente do BE, Marisa Matias, o fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva ("Tino de Rans", presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar).

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