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Presidenciais: JPP apela ao adiamento das eleições

O partido Juntos Pelo Povo (JPP) apelou hoje ao adiamento das eleições para a Presidência da República agendadas para 24 de janeiro devido à pandemia da covid-19 e por respeito por quem está a sofrer.

Presidenciais: JPP apela ao adiamento das eleições
Notícias ao Minuto

17:42 - 14/01/21 por Lusa

Política Eleições

"Este nosso posicionamento já foi comunicado ao Presidente da República (...) e tem por base o verdadeiro momento de exceção que estamos a viver e o respeito por todas as pessoas atingidas por esta pandemia", escreve o líder do partido, Filipe Sousa, em carta aberta aos partidos.

O JPP diz "não ser ético que, por razões meramente políticas, se passe por cima das dificuldades de saúde, sociais e económicas que estão a atingir milhões de portugueses aos quais se pede confinamento e recolher obrigatório, mas depois apela-se às pessoas que ocupem as assembleias de voto e vão às urnas como se não estivessem em estado de emergência, e como se os números da pandemia não estivessem em níveis absolutamente alarmantes".

"Se os partidos políticos têm passado por cima de tantas liberdades e garantias constitucionais, com o objetivo maior de proteger o bem maior que é a vida, não nos parece razoável, ético e nem sequer coerente, que não se tenha a mesma atitude face a umas eleições que se vão realizar no pior momento da nossa história democrática recente", sublinha.

Para o JPP, "esta é uma oportunidade para todos os partidos deixarem claro, junto dos portugueses, que o que os move é realmente o interesse coletivo e a defesa do povo, e não eventuais ganhos que uma abstenção em massa possa trazer a alguns quadrantes políticos".

"A política tem, neste momento, a oportunidade de mostrar ao país que a sua ação é orientada por elevados padrões de defesa do interesse comum, e não rasteiros interesses partidários, mesmo numa eleição que todos reclamam ser apartidária", afirma o líder partidário.

Na carta aberta, Filipe Sousa recorda a "dificuldade que tem sido recrutar pessoas para ocupar as mesas de voto", motivada por receios de contágio, que considera "legítimos".

"Apelo, por isso, a que cada um de nós ponha a mão na consciência. Apelo a que cada um de nós respeite o povo e o seu sofrimento. Apelo a que cada um de nós se erga acima dos seus interesses e olhe para o interesse comum por Portugal, pelos portugueses, pela Democracia, vamos adiar estas eleições presidenciais", conclui.

Às eleições presidenciais de 24 de janeiro concorrem o atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, a ex-eurodeputada do PS Ana Gomes, o deputado único e presidente do Chega, André Ventura, a deputada ao Parlamento Europeu e membro da direção BE, Marisa Matias, o eurodeputado e dirigente da cúpula do PCP, João Ferreira, o dirigente da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o ex-autarca Vitorino Silva ("Tino de Rans"), agora presidente do RIR (Reagir, Incluir, Reciclar).

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.979.596 mortos resultantes de mais de 92,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 8.384 pessoas dos 517.806 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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