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Ana Gomes acusa Marcelo de ser obstáculo à regionalização

A candidata presidencial Ana Gomes voltou a concentrar as críticas no atual chefe de Estado e recandidato, hoje acusando-o de ter boicotado a regionalização no passado e de continuar, atualmente, a ser um obstáculo à descentralização do país.

Ana Gomes acusa Marcelo de ser obstáculo à regionalização
Notícias ao Minuto

15:54 - 14/01/21 por Lusa

Política Presidenciais

A mais de 350 quilómetros de Lisboa, em Cinfães, no distrito de Viseu, a antiga eurodeputada visitou a escola profissional do concelho e chamou a atenção para o problema das acessibilidades, que hoje considera ser duplo.

"Mas não é só de acessibilidades com as estradas de betão, também com as novas estradas das tecnologias de informação", realçou, aproveitando os alertas deixados pelo diretor da escola sobre as dificuldades sentidas com os alunos no ensino à distância no primeiro confinamento, uma vez que a Internet "continua a ser muito litoral".

A candidata lamentou que "o país da 'websummit'" depois não tenha "consequências no desenvolvimento do país".

"Sem dúvida que a regionalização é essencial, precisamos de uma reorganização do país que permita essa gestão de proximidade, para não se desperdiçarem oportunidades de investimento que fazem a diferença", apelou.

E é neste ponto que a candidata responsabiliza o atual chefe de Estado, primeiro por, em 1998, ter "promovido" um referendo "para boicotar a regionalização", mas também pela sua atual postura.

"A Constituição não impõe que fique bloqueada a desconcentração e a descentralização, que podem imediatamente ser postas em prática. (...) Isto não implica nenhum referendo, não há nenhuma obstrução a isso. Só é preciso vontade política, que não tem existido porque o atual Presidente da República é contra a descentralização", acusou.

Para a candidata, a desconcentração "prepararia um processo de regionalização", admitindo que nessa altura, se se entendesse avançar para a divisão do país em regiões administrativas, seria necessário realizar um novo referendo.

Em Cinfães, a candidata, que também visitou os bombeiros voluntários locais, foi conduzida pelo presidente da Câmara Municipal e da concelhia do PS, Armando Mourisco.

Na escola profissional, a candidata tinha à sua espera sumos de laranja e doces de manteiga, uma especialidade local, e até vinho do Porto, mas que recusou pela hora ainda matinal.

Ana Gomes conversou com alguns dos alunos - a escola forma cerca de 60 por ano nas áreas da hotelaria e da restauração - que, antes da pandemia, tinham emprego garantido antes do fim do curso.

Com a crise instalada na área do turismo devido à covid-19, alguns já pensam noutras alternativas: Lara contou a Ana Gomes que quer concorrer à GNR, o que mereceu uma reação entusiasta da candidata.

"Boa, a GNR precisa de mulheres", afirmou, dizendo que os temas da segurança não podem ficar nem só para a direita - como tinha dito na quarta-feira - nem só para os homens.

As eleições presidenciais estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral decorre entre 10 e 22 de janeiro, com o país a viver sob medidas restritivas devido à pandemia. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

Em Portugal, a pandemia fez até agora 8.236 mortos entre os 507.108 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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