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Câmara de Ovar disponível para ser porta-voz da restauração local

A Câmara de Ovar disse hoje aos empresários locais da restauração que está disponível para ser o seu "porta-voz junto do Governo", depois de 60 gestores manifestarem insatisfação com os apoios municipais e estatais ao setor.

Câmara de Ovar disponível para ser porta-voz da restauração local
Notícias ao Minuto

22:59 - 03/12/20 por Lusa

Política Covid-19

É essa a principal conclusão do comunicado emitido esta noite pela autarquia do distrito de Aveiro, como balanço da reunião convocada pela liderança social-democrata do Município depois de cerca de 60 proprietários locais de restaurantes, cafés, bares e estabelecimentos similares terem criado um movimento cívico "preocupado" com a sobrevivência do setor.

Em duas reuniões nas últimas semanas, esses empresários acusaram a Câmara de Ovar de demonstrar um "desinteresse total" na busca de soluções para apoio aos referidos negócios. A autarquia convocou então o encontro que, juntando ambas as partes, permitiu debater esta tarde o que o próprio Executivo reconhece como os "sérios e graves desafios" que a pandemia de covid-19 colocou ao setor.

"Temos consciência de que uma autarquia com a nossa dimensão não pode fazer tudo o que desejaria, mas vamos seguramente fazer o que nos é possível. Infelizmente, estamos limitados a agir dentro das nossas competências, mas estou disponível para ser o porta-voz dos empresários de Ovar junto do Governo, nomeadamente junto do Ministério da Economia", declara em comunicado Salvador Malheiro, presidente da autarquia e também número 2 da direção nacional do PSD.

Recordando o facto de que entre 18 de março e 17 de abril o território vareiro esteve sujeito a cerco sanitário para conter a disseminação do vírus SARS-CoV-2, o que implicou a suspensão de toda a atividade económica definida pelo Estado como não-essencial, o presidente da Câmara insiste em defender para o concelho "uma discriminação positiva por tudo o que [a comunidade] passou".

Entre as medidas já adotadas para ajudar à economia local, Salvador Malheiro indica a "redução histórica dos impostos municipais", o que inclui "a isenção da Derrama para todas as empresas do município, a redução do IMI para 0,35% e a redução da taxa de participação no IRS para 2%".

Novos são os anúncios sobre "a implementação de vales de desconto no comércio e restauração locais, e a isenção de cobrança nos locais de estacionamento pago" entre as 11:00 e as 15:00.

O autarca realça que, juntamente com outras medidas de âmbito social, essas ajudas representam "um investimento municipal de três milhões de euros, isto é, 10% do orçamento autárquico de 2021".

A Câmara anunciou ainda que as isenções previstas ao nível de taxas de ocupação de esplanadas, reclamos luminosos e toldos viram o seu prazo de vigência "prorrogado até 31 de dezembro de 2021".

Especificamente no que se refere à restauração e atividades similares, o regulamento que define essas medidas abrange também "o apoio às micro e pequenas empresas através da contratação de uma firma de consultadoria" - opção já criticada pelos empresários locais da restauração nas suas recentes reuniões para debate das dificuldades que enfrentam atualmente.

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