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"Ficará para história a reposição de direitos que se julgavam perdidos"

João Oliveira discursou este sábado no Congresso do PCP onde afirmou que "os últimos quatro anos" mostraram que os Comunistas "caracterizaram com rigor e acerto", na anterior reunião, "a nova fase da política nacional".

"Ficará para história a reposição de direitos que se julgavam perdidos"
Notícias ao Minuto

16:49 - 28/11/20 por Notícias Ao Minuto 

Política Congresso PCP

João Oliveira, líder parlamentar do PCP, tomou a palavra, este sábado, no Congresso que o partido está a realizar, em Loures, afirmando que "os últimos quatro anos" mostraram que os Comunistas "caracterizaram com rigor e acerto", na anterior reunião, "a nova fase da política nacional". "Acertámos quando constatámos a importância de termos lutado para isolar política e socialmente o Governo PSD/CDS" e "de termos usado as nossas forças para os retirar do Governo, interrompendo a sua ação destruidora"

"Afirmámos com razão", prosseguiu, "que estava aberta a possibilidade de defender, repor e conquistar direitos e que era preciso aproveitá-la". "Prevenimos acertadamente que, apesar da influência decisiva que o PCP assumiu no quadro dessa correlação de forças, o Governo era um Governo minoritário do PS, orientado pelas suas opções de classe e compromisso com a política de Direita, e que a dimensão daquilo que se podia alcançar dependia essencialmente da luta e da intervenção e iniciativa do PCP", acrescentou. 

João Oliveira apontou ainda, no seu discurso, que o partido alertou "para a necessidade de combater ilusões relativamente às opções do PS e sentimentos e atitudes de atentismo e expectativa que partiam da ideia errada de que a Assembleia da República e o Governo se encarregariam de resolver os problemas e corresponder aos anseios dos trabalhadores, sem para que isso fosse preciso lutar". 

"Esta caracterização", considerou o líder parlamentar, foi "confirmada pela realidade": "E, por muitas falsificações que ainda sejam tentadas, ficará para história a reposição de direitos que se julgava estarem definitivamente perdidos e a conquista de outros que não se julgava possível alcançar". "Ficará para a história a melhoria das condições dos trabalhadores e do povo". 

Para o dirigente, "ficará a espinha atravessada na garganta do Capital por ter sido por influência, ação e iniciativa do PCP que tudo isso se conseguiu". A luta do PCP, "exigiu e exige a denúncia que continuaremos a fazer das opções de classe do PS, dos seus compromissos com a política de Direita, e da falta de resposta aos problemas estruturais do país". 

"O PCP e a sua força contam mesmo para que os problemas nacionais tenham solução e lhes seja dada resposta", fez questão de salientar.

Recorde-se que o PCP iniciou esta sexta-feira, em Loures, o seu XXI congresso com metade dos delegados habituais. No total, são cerca de 600 os delegados - contra os 1.200 de 2016 - neste Congresso que deverá confirmar a continuação de Jerónimo de Sousa, secretário-geral desde 2004, há 16 anos, sucedendo a Carlos Carvalhas.

Também de lembrar que, esta semana, os Comunistas justificaram a sua abstenção no Orçamento do Estado para 2021 (OE2021) com o "sim" do Governo do PS a oito propostas comunistas, entre elas um reforço de mais de 600 milhões de euros na saúde. Recorde aqui.

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