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Agostinho Lopes ataca "media" e "neo-keynesianos" sociais-democratas

O antigo deputado Agostinho Lopes, que vai abandonar o Comité Central do PCP, insurgiu-se hoje contra "o poder mediático" ligado ao "grande capital" e criticou os sociais-democratas "neokeynesianos" que agora pretendem reformar o capitalismo.

Agostinho Lopes ataca "media" e "neo-keynesianos" sociais-democratas
Notícias ao Minuto

13:42 - 27/11/20 por Lusa

Política PCP/Congresso

"Na resposta ao desastre, uma solução é dominante nos media: O tiro ao alvo sobre o regime democrático de Abril para não mexer na política de direita", declarou Agostinho Lopes, num discurso muito aplaudido pelos delegados comunistas presentes neste primeiro de três dias de Congresso do PCP em Loures, distrito de Lisboa.

De acordo com este dirigente histórico comunista, parte da comunicação social portuguesa ligada a grupos económicos "oculta" deliberadamente a atividade do PCP e "quer a rutura com Abril e não com a política de direita".

"No pântano de desastre, emergem as políticas de extrema-direita, que nunca morreram, para agravar a exploração de um capitalismo dito liberal. A solução política, segundo essa gente, é a demolição da Constituição, da liberdade e da democracia", designadamente com a "redução dos deputados a deputados nenhuns".

"Querem substituir a República de Abril por uma II República corporativa", sustentou, antes de também criticar "a continuidade de uma política de direita reformada e que é suportada por um recauchutado Bloco Central [PS/PSD]".

Na perspetiva do antigo deputado comunista, este "Bloco Central recauchutado" propõe "uma política de direita depois de uma adequada lavagem graças à economia digital, tendo a transição energética como chavão".

Agostinho Lopes considerou mesmo que se está perante "um capitalismo de Bilderberg", que em Portugal se encontra "disfarçado por modestos pensadores dos encontros de Cascais".

"Está tudo no [jornal] Expresso", apontou.

Além da crítica à direita política portuguesa, o economista e dirigente histórico comunista lançou ainda um ataque "a sociais-democratas neo-keynesianos que estão preparados para reformar o capitalismo, atribuindo-lhe responsabilidade social, falando em ética empresarial e glorificando o mecenato cultural".

"Aprenderam com a covid-19, que os obrigou a recuperar fórmulas e instrumentos de governação que pensavam antiquados., como surge nítido nos planos do planeador do Governo do PS António Costa e Silva. Recuperaram para já só no discurso aquilo que consta do arsenal político da esquerda consequente e marxistas", considerou, numa alusão a metas como o investimento público ou a soberania da produção de bens estratégico, nomeadamente ao nível do agroalimentar.

Mas, de acordo com Agostinho Lopes, este setor político "nunca põe em causa as lógicas, dinâmicas e natureza classista do capital monopolista e sem nunca pôr em causa a integração europeia e federalista".

"O que não é possível negar é que o PCP denunciou e combateu aquilo que parecem agora ser revelações para alguns", acrescentou.

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