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Eutanásia. Isabel Moreira recorda na AR português que morreu na Suíça

Deputada mostrou a sua posição durante o debate no plenário: "Em nome de quem escolheu, em nome de quem quer escolher, dizemos não, não vos referendamos".

Eutanásia. Isabel Moreira recorda na AR português que morreu na Suíça

Isabel Moreira tomou a palavra, esta quinta-feira, na Assembleia da República, para se dirigir aos restantes deputados na discussão plenária sobre um eventual referendo à (des)penalização da Eutanásia em Portugal. A socialista partilhou posteriormente, nas redes sociais, parte do seu discurso, onde recorda a história de Luís, um português que se dirigiu à Suíça para recorrer ao Suicídio Assistido

"Todos recebemos a carta de Luís Marques, um paraplégico há 55 anos que percorreu de carro mais de dois mil quilómetros, para pôr fim à vida, através de Suicídio Assistido na Suíça. Concretizou aquilo que lhe foi negado em Portugal, o desejo à autodeterminação", disse Isabel Moreira no Parlamento.

"Na carta", prosseguiu a deputada socialista, Luís "pedia-nos que despenalizássemos a eutanásia para que pudesse morrer com dignidade em Portugal. Não chegámos a tempo. Fez a sua escolha na Suíça".

Nas palavras da socialista, o português "deixou um testemunho pessoal da loucura insana que foi lutar contra uma lei que via no seu desejo de autodeterminação um crime. Escolheu morrer na Suíça. Rodeado de amor. Respeitando, nas suas próprias palavras, todos e todas que não queiram ter essa escolha".

Isabel Moreira mostrou também a sua posição contra o referendo, justificando: "A escolha de Luís, as escolhas das pessoas que conhecemos e que não divulgamos, a escolha inalienável sobre a minha morte em circunstâncias pessoalíssimas pode depender de uma consulta popular? Em nome de quem escolheu, em nome de quem quer escolher, dizemos não, não vos referendamos".

Veja, em baixo, a declaração de Isabel Moreira: 

De lembrar que a discussão no Parlamento da proposta de referendo à Eutanásia durou uma hora, foi um "desfile" de discursos sem emoção nem perguntas e respostas entre deputados, em que PS e PSD deixaram tempo por usar.

A votação do projeto de resolução para a realização do referendo está prevista para o fim da manhã de sexta-feira, sendo certo que há um bloco maioritário (PS, BE, PCPPEV e PAN) que é contra e, por isso, a iniciativa não deverá passar.

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