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Deputado Municipal do CDS-PP de Leiria recusa votar para a CCDR

O deputado eleito nas listas do CDS-PP à Assembleia Municipal de Leiria, Fábio Seguro Joaquim, não vai participar no processo de eleição do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional, por considerar ser uma "farsa democrática".

Deputado Municipal do CDS-PP de Leiria recusa votar para a CCDR
Notícias ao Minuto

15:46 - 07/10/20 por Lusa

Política CDS

Esta eleição é "simular uma legitimidade que não existe", assumiu à agência Lusa o deputado.

Por isso, recusar participar no ato eleitoral, que irá decorrer na sessão extraordinária da Assembleia Municipal do dia 13 de outubro, é "dar um sinal claro de liberdade e independência".

Fábio Seguro Joaquim considerou que este processo eleitoral "consubstancia uma farsa democrática", porque o eleito "não responderá perante quem o elegeu".

"Verificamos que existe uma manobra encapotada do PS e do PSD em abrir caminho para uma regionalização, que já foi referendada e chumbada", criticou.

Segundo o deputado, "se se quer trazer novamente esse tema para o debate político, que se faça, mas de uma forma clara, livre e amplamente participada".

Fábio Seguro Joaquim admite que o cargo até poderia ser de eleição, mas o presidente da CCDR teria de "prestar contas aos presidentes das câmaras e deputados que o elegeram".

"Se era para continuar a responder ao Governo, deveria ser este a assumir politicamente a escolha", reforçou.

Fábio Seguro Joaquim acrescentou que "tudo isto acontece no momento em que se espera uma 'bazuca' de fundos comunitários a distribuir pelos mesmos de sempre".

O deputado, que afirmou ter o apoio do partido, embora seja uma decisão sua, lamentou ainda que os membros da assembleia municipal ou os presidentes de câmara "formalmente nunca foram considerados ou ouvidos" neste ato eleitoral, criticando a ausência de listas opositoras no sufrágio.

"Há um objetivo claro de ilusionismo com a participação dos representantes locais, numa lógica de democracia representativa, envolvendo todos os partidos, para que tudo na verdade fique na mesma. Na verdade, o governo continua a manter o controle e obrigará as estruturas a responder perante o seu próprio poder centralista", apontou.

Numa nota, o deputado referiu ainda que "esta imposição tem uma estratégia clara".

"Caminhar para a regionalização, mas garantir que, quando lá chegarmos, o poder regional já está distribuído pelos mesmos de sempre, com uma almofada de fundos comunitários bastante confortável para distribuir".

"Se da parte do PS isto não escandaliza, tendo em conta a vontade que existe de impor da sua capacidade de determinar a vida económica, social e institucional do país com base numa agenda ideológica, já da parte do PSD não se compreende o desejo em partilhar este palco", lê-se na mesma nota enviada à Lusa.

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