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Líder regional do PSD diz que se move por "missão de servir os Açores"

O presidente do PSD/Açores endereçou hoje uma "carta aberta" aos açorianos onde diz que a candidatura do partido às regionais representa uma necessária "alternativa de governação" que é por si encabeçada numa "missão democrática de servir os Açores".

Líder regional do PSD diz que se move por "missão de servir os Açores"
Notícias ao Minuto

15:30 - 26/09/20 por Lusa

Política Açores/Eleições

A "carta aberta ao eleitor açoriano" abre o programa político com que o PSD dos Açores concorre às eleições de 25 de outubro, texto que será apresentado esta tarde em Ponta Delgada e a que a agência Lusa teve acesso.

Na missiva, assinada pelo presidente do PSD/Açores e candidato a chefe do executivo regional, José Manuel Bolieiro, é dito que o "indeclinável perfil político" do atual PS "é reconhecido e não muda", assentando no respeito e diálogo.

"É isso que podem esperar de nós os açorianos, apoiantes e adversários. Estamos disponíveis para o debate plural e democrático, com respeito pela integridade das pessoas e das instituições, que representam legitimamente a vontade do povo", diz Bolieiro.

O projeto político do PSD/Açores, acrescenta, é "intergeracional", "dos e para os Açores", região que "precisa de uma mudança de políticas".

"A candidatura que assumimos à presidência do governo da Região Autónoma dos Açores, em nome e representação do PSD/Açores, justifica-se pelo valor democrático da afirmação de uma alternativa de governação. Uma alternativa que seja geradora de alternância do poder", é ainda dito.

Bolieiro garante ainda aos eleitores que vai dar "mais espaço ao empreendedorismo, de empregadores e trabalhadores", que terão com o PSD "mais liberdade e segurança para criarem riqueza e trabalho".

No documento a apresentar hoje perante militantes sociais-democratas, é lembrando que "os problemas dos Açores não começaram nos últimos quatro meses" com a covid-19, decorrendo "especialmente dos últimos quatro anos" e sendo resultado de "24 anos da mesma governação [PS], das mesmas estratégias".

"Relativamente à União Europeia, o PIB 'per capita' dos Açores em 2018 representava 68%, valor idêntico ao que se registava no final do século passado. Apesar dos apoios europeus tão significativos, os Açores não convergiram com a Europa", lamenta o PSD, sinalizando que também relativamente ao país "o mesmo indicador persiste nos níveis de 2003, com 88%".

Para além disso, acrescenta o partido, os Açores têm "dos piores resultados na educação e dos piores acessos à sáude", a par de uma "esperança de vida inferior à nacional" e "a maior taxa de pobreza e exclusão social do país".

Os Açores em 2030, defende Bolieiro e a sua candidatura, devem ser uma região "substancialmente mais rica", baseada no "desenvolvimento sustentável" e ultrapassando "desafios da ultraperiferia e insularidade".

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.

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