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Dificuldades à Esquerda levaram Marcelo a pressionar PSD, diz Louçã

Francisco Louçã acredita que crise política é "injustificável" e que partidos devem procurar soluções.

Dificuldades à Esquerda levaram Marcelo a pressionar PSD, diz Louçã

Francisco Louçã acredita que existe “uma mudança de agulha” por parte do Presidente da República no que diz respeito à discussão em torno do Orçamento do Estado para 2021, tentando colocar pressão sobre o PSD. No entender do comentador, que falava no seu espaço habitual de opinião, na SIC Notícias, Marcelo Rebelo de Sousa estará a antever alguma dificuldade de negociação à Esquerda.

O chefe de Estado, sublinhe-se, referiu, hoje no Algarve, que “é óbvio que tem de ser viabilizado o OE2020” estando a atravessar-se uma situação sem precedentes e lembrou que, quando presidiu ao PSD, viabilizou “três orçamentos do primeiro-ministro António Guterres [PS]” e que o fez “por menos”.

Francisco Louçã indicou que o “Governo está numa situação difícil”, por causa das dificuldades de negociação com o PCP e, também, com o Bloco de Esquerda, ainda que com este último tenham existido reuniões (“mas nos pontos-chave não há sinal de nenhuma conclusão”).

“Porventura, por interpretar essa dificuldade de negociação, o Presidente da República ter-se-á virado para pressionar o PSD”, indica o antigo líder do Bloco de Esquerda.

O comentador assumiu que “não tem nenhum sentido haver uma crise política”. “É incompreensível, injustificável, mas não é possível que haja más soluções”, ressalvou. “Não se querer uma crise deve empurrar todos os protagonistas para procurarem soluções novas, para saírem dos seus cantos e para poderem encontrar alguma capacidade de responder ao desemprego, à precariedade, ao medo das pessoas de que possam perder a sua habitação, vaga de desemprego, etc”, terminou.

O líder do PSD, note-se, foi questionado sobre as declarações do chefe de Estado mas rejeitou ser alvo de pressão. "O PSD, neste momento, independentemente do que pudesse querer, está, por assim dizer, na bancada à espera que o jogo se inicie, que é quando o Governo entregar o Orçamento do Estado, no dia 12 de outubro", afirmou Rui Rio, à entrada para o Conselho Nacional do partido, que decorre esta sexta-feira em Olhão.

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