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"É mais uma atoarda de agentes políticos com zero de honestidade"

Porfírio Silva comenta polémica em que Inês de Medeiros esteve envolvida ao elogiar a vista dos bairros sociais de Almada. Uma frase que, segundo a própria, foi retirada do contexto.

"É mais uma atoarda de agentes políticos com zero de honestidade"

O socialista Porfírio Silva comentou a polémica em que Inês de Medeiros esteve envolvida esta semana ao elogiar, numa reunião de Câmara, a vista dos bairros sociais de Almada. Para o deputado do PS, a presidente da Câmara Municipal "cometeu o erro de esquecer que há quem seja incapaz de pensar com mais palavras do que aquelas que cabem numa pequena frase (retirada do contexto)".

"Almada tem este privilégio de ter bairros sociais em espaços absolutamente maravilhosos, com uma vista invejável. Devo dizer que qualquer bairro social da margem Norte tem inveja e eu própria iria amanhã viver para o Bairro Amarelo com aquela vista maravilhosa", disse Inês de Medeiros, em declarações divulgadas através de um vídeo no YouTube. Após ter sido alvo de críticas, a autarca disse que as suas afirmações foram descontextualizadas

Porfírio Silva, prossegue, numa nota publicada no Facebook, que "o segmento de frase da presidente de Almada sobre os bairros sociais, tal qual foi divulgado, nada diz sobre a sua política de habitação, nem sobre o seu pensamento quanto às responsabilidades das políticas públicas na promoção do direito à habitação".

Para o deputado, "podemos concordar mais ou menos, discordar mais ou menos das políticas ou das orientações da presidente da Câmara Municipal de Almada, mas esta operação nada tem a ver com isso". "É apenas, mais uma atoarda de agentes políticos com zero de honestidade política ou intelectual, que querem ganhar na chicana aquilo que não ganham no debate - e muito menos na capacidade de realização".

Destacando que o seu texto "não é nenhuma crítica a qualquer força política" mas sim, "muito concretamente, uma crítica a certas pessoas que só sabem fazer política com rasteiras e comportamentos rasteiros", Porfírio Silva explica ainda qual a razão de se "meter nestas guerras": "Porque a democracia se joga nestas coisas da decência e o nosso silêncio seria cúmplice dos que querem afogar o debate democrático no lixo do pequeno insulto cobarde".

"E, pelo que vejo, há gente decente que cai na esparrela da novela", termina.

Leia Também: Inês de Medeiros e a "vista maravilhosa" de bairros sociais geram crítica

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