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José Luís Carneiro defende "responsabilidade individual" nas eleições

O secretário-geral adjunto dos socialistas afirmou hoje que o PS vai pronunciar-se sobre as eleições presidenciais para 2021 em Comissão Nacional, no dia 24 de outubro, e defendeu que esta é uma questão de "responsabilidade individual".

José Luís Carneiro defende "responsabilidade individual" nas eleições
Notícias ao Minuto

17:43 - 22/09/20 por Lusa

Política PS

José Luís Carneiro assumiu esta posição na "jornada de trabalho" do Grupo Parlamentar do PS, no Centro Cultural de Belém, num discurso em que também defendeu o "diálogo interpartidário" no processo de eleição dos novos presidentes das Comissões de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) e na descentralização, embora sem nunca se referir diretamente ao PSD.

Num discurso com perto de 30 minutos, José Luís Carneiro classificou as eleições presidenciais de 2021 "como um momento muito relevante" na vida do país e adiantou que a Comissão Nacional do PS vai abordar esta questão em 24 de outubro.

"Trata-se de um ato de cidadania, especialmente comprometido com a República e de responsabilidade individual. A Comissão Nacional do PS, como fez em outros momentos da nossa história, irá discutir, avaliar e decidir em liberdade e em consciência", disse, numa intervenção sem qualquer referência ao facto de a ex-eurodeputada socialista Ana Gomes ter anunciado a sua intenção de se candidatar a Presidente da República.

Numa breve passagem, José Luís Carneiro também deixou a nota que na mesma reunião em que o PS discutirá a questão das eleições presidenciais também analisará a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2021. Ou seja, em princípio, não haverá uma Comissão Nacional do PS só para debater eleições presidenciais.

Na sua intervenção, perante os deputados socialistas, o secretário-geral adjunto do PS defendeu ainda a necessidade de seleção de prioridades políticas, "evitando-se a tentação de se avançar em todas as áreas ao mesmo tempo", e insistiu que tem de se "simplificar a mensagem" junto da generalidade dos eleitores, principalmente no respeita a aos objetivos inerentes ao Plano de Resiliência e Recuperação.

"Resiliência significa mais investimentos no Serviço Nacional de Saúde, mais médicos e uma administração pública mais eficiente", exemplificou.

Depois, sem nunca se referir ao PSD, falou sobre o "diálogo interpartidário" em relação à "democratização" das CCRD, integrando-o nos acordos já celebrados para a descentralização de competências ou em matéria de fundos da União Europeia.

"Devemos celebrar o esforço que tem sido feito de diálogo interpartidário para se conseguir concretizar a reforma do Estado, que, numa primeira fase, se traduz na eleição dos órgãos da CCDR. Mas traduzir-se-á posteriormente na incorporação de serviços que se encontram agora na administração central e que serão incorporados nas CCDR", justificou.

Mas, neste ponto, José Luís Carneiro avançou também com um argumento de natureza política.

"Num país em que regularmente ouvimos críticas sobre a falta de entendimento e de diálogo entre os principais partidos para que se proceda às reformas essenciais do Estado, seria por isso incompreensível que, quando esses esforços são desenvolvidos, surgissem as mesmas vozes a criticarem o diálogo interpartidário que procura levar o poder aos cidadãos, garantindo maior democraticidade nas estruturas de decisão local e regional", sustentou.

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