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"O Governo não achou credível o aparecimento de uma segunda vaga"

Paulo Portas considera que o Governo podia ter agido mais cedo no reforço das escolas e serviços de saúde, antes do número de casos de Covid-19 terem subido exponencialmente.

"O Governo não achou credível o aparecimento de uma segunda vaga"

No seu espaço habitual de comentário na TVI24, Paulo Portas refletiu, este domingo, sobre a subida dos números epidemiológicos em Portugal. Para o antigo líder centrista, "o Governo não achou credível o aparecimento de uma segunda vaga".

Justificando, Paulo Portas sublinhou que a média europeia de novos casos situa-se, neste momento, em 76 infetados por 100 mil habitantes e que Portugal já atingiu e até ultrapassou essa média com 79 casos por 100 mil habitantes.  

Salvaguardando que não pode afirmar com toda a certeza que estamos numa segunda vaga da pandemia por não ter autoridade científica para dizê-lo, o antigo ministro acredita, contudo, que esse é cenário mais provável: 

"Sucede que os números tanto em contágios como fatalidades como em pressão nos serviços de saúde, nomeadamente, os internamentos, e ainda os números que revelam a rapidez da progressão que na média europeia está há 56 dias a subir, é evidente que estaremos provavelmente no que muitos apelidam de uma segunda vaga". 

Apesar de concordar com o Executivo de António Costa, sendo contra um confinamento semelhante ao que ocorreu na primavera, Paulo Portas critica, ainda assim, o facto de o Governo só ter reforçado o pessoal nas comunidades escolares e no Serviço Nacional de Saúde, em cima do ressurgimento do aumento de novos casos, reiterando que o Executivo não quis assumir uma segunda vaga.

No dia em que o número de utilizadores da aplicação 'StayAway Covid' chegou ao milhão, o antigo presidente do CDS deixou ainda um aviso: "Dos duzentos e tal códigos que os médicos deram a utilizadores, só 55 é que comunicaram o resultado positivo".

"O que fizermos de útil na app é o que precisamos para colmatar a ausência de pessoas para fazer inquéritos epidemiológicos", considerou.

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