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Chega e parceiros europeus querem fronteiras internas e anti-imigração

O Chega, liderado por André Ventura, recebeu hoje o apoio de parceiros do grupo europeu Liberdade e Democracia (ID) e declararam-se unidos contra a imigração e pela reposição de fronteiras internas na União Europeia.

Chega e parceiros europeus querem fronteiras internas e anti-imigração
Notícias ao Minuto

18:42 - 18/09/20 por Lusa

Política UE

Na sede do Chega, em Lisboa, André Ventura teve ao seu lado numa conferência de imprensa o presidente do grupo ID, o belga Gerolf Annemans, do partido Interesse Flamengo, e o antigo ministro francês Thierry Mariani, atual eurodeputado eleito pela União Nacional de Marine Le Pen.

Antes de participarem na Convenção do Chega, em Évora, estes dois eurodeputados do ID congratularam-se com a adesão do Chega, formalizada em julho, a este grupo político, o quinto maior no Parlamento Europeu, que tem como uma das suas principais bandeiras a contestação da imigração e do acolhimento de refugiados.

Questionados se estão também unidos a favor da reposição de fronteiras internas na União Europeia (UE), Gerolf Annemans respondeu afirmativamente: "Sim, queremos que [o acordo de] Schengen seja revisto".

O presidente do ID argumentou que atualmente a União não controla devidamente as suas fronteiras externas e que quem entra num Estado-membro circula livremente até qualquer outro, mas também defendeu que, por princípio, o espaço europeu deve ser de livre circulação "para bens, mas não necessariamente para pessoas".

O eurodeputado francês Thierry Mariani, da União Nacional, sustentou que, pelo menos enquanto se mantiver o atual fluxo de migrantes vindos do Mediterrâneo, se justifica haver novamente controlos internos de fronteiras e desdramatizou os efeitos que isso teria para os cidadãos europeus, alegando que "seria como passar na caixa do supermercado".

Thierry Mariani queixou-se da abertura da UE: "Nunca vi um lugar tão aberto como a Europa".

"Sim, nós estamos obviamente em sintonia neste aspeto", declarou, por sua vez, André Ventura, que foi o último a responder a esta questão.

"Hoje temos do ponto de vista da imigração um completo descontrolo, do ponto de vista da circulação de criminosos, terroristas e de agressores sexuais um completo passaporte livre em toda a União Europeia e, portanto, temos de encontrar alguma forma de controlo que evite esta circulação de qualquer maneira quando se entra em Lisboa e se vai para a Bélgica ou para França ou para a Alemanha sem qualquer espécie de controlo", defendeu o deputado único do Chega.

André Ventura, recentemente reeleito presidente do Chega sem adversários, acrescentou: "Em alguns momentos, poderá ser necessário ter alguns controlos internos, ainda que estejamos neste espaço de União Europeia, porque de facto o crescimento da criminalidade, da imigração ilegal, quer vinda de África, quer do Médio Oriente, deve levar-nos a repensar esses controlos para segurança das populações".

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