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PS propõe comissão de inquérito ao Novo Banco para "apurar a verdade"

O anúncio foi feito pelo deputado João Paulo Correia, esta quarta-feira. O objetivo é "apurar a verdade" para perceber se o "interesse do Estado" foi defendido.

PS propõe comissão de inquérito ao Novo Banco para "apurar a verdade"

O grupo parlamentar do Partido Socialista (PS) vai propor uma comissão de inquérito às perdas do Novo Banco, com o objetivo de "apurar a verdade para saber se o interesse do Estado foi defendido", anunciou o deputado João Paulo Correia, esta quarta-feira. É o quarto partido a propor a constituição de uma comissão de inquérito à instituição. 

"O PS vai apresentar uma proposta para constituição de uma comissão parlamentar de inquérito às perdas que foram registadas pelo Novo Banco desde a sua fundação e que têm levado às injeções de capital por parte do Fundo de Resolução com empréstimos do Estado", disse João Paulo Correia, do grupo parlamentar do PS, em declarações transmitidas pela SIC Notícias.

No início do mês, a deputada do Bloco de Esquerda (BE) Mariana Mortágua anunciou também que o partido vai propor a constituição de uma comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco para apurar todas as responsabilidades. Além do Bloco, também o Chega e a Iniciativa Liberal avançaram depois com propostas para a constituição de uma comissão de inquérito à instituição.

A conferência de líderes da Assembleia da República agendou para 25 de setembro o debate e votação das propostas de constituição de comissões de inquérito sobre o Novo Banco.

O relatório da auditoria da Deloitte ao BES/Novo Banco está disponível no 'site' da Assembleia da República, um documento expurgado das matérias consideradas confidenciais.

O relatório divulgado, com 370 páginas, é o enviado pelo Novo Banco ao parlamento, e contém dezenas de páginas com informação truncada, de matérias consideradas sensíveis, como o nome de devedores cujos créditos constituem perdas significativas.

O Ministério das Finanças avançou na semana passada que o relatório revela perdas líquidas de 4.042 milhões de euros no Novo Banco (entre 04 de agosto de 2014, um dia após a resolução do BES, e 31 de dezembro de 2018) e "descreve um conjunto de insuficiências e deficiências graves" no BES, até 2014, na concessão de crédito e investimento em ativos financeiros e imobiliários.

O Governo revelou ainda que esse documento seria "remetido à Procuradoria-Geral da República considerando as competências constitucionais e legais do Ministério Público".

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