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OE. "Ao não haver denominador comum, PS lançou-se nos braços do Bloco"

Manuela Ferreira Leite comentou esta noite a pretensa crise política em torno do Orçamento do Estado (OE) para 2021, que agora parece ultrapassada, e afirmou que não se espera que o documento "seja consensual, mas também não pode ser totalmente radical".

OE. "Ao não haver denominador comum, PS lançou-se nos braços do Bloco"

Manuela Ferreira Leite acredita que a crise política de que se falou há uns tempos está "definitivamente afastada", ainda que esta tenha aparecido, "como apareceu, por iniciativa do primeiro-ministro". No entender da antiga ministra das Finanças, a pretensa crise foi uma "dramatização" para conseguir um acordo orçamental.

Porém, lamenta Ferreira Leite, "a incerteza em que todos vivemos, não apenas no país mas na Europa e no mundo, não é compatível com aspetos que podem introduzir ainda maior instabilidade".

Assumindo que o Orçamento será "difícil" de elaborar, numa altura de crise como a que se vive, a social-democrata mantém que o consenso deve ser o objetivo. "Aquilo que se esperaria é que se conseguisse um mínimo denominador comum entre as diferentes forças políticas que estão na Assembleia", disse Manuela Ferreira Leite, esta quarta-feira, no seu habitual espaço de opinião da TVI24.

"Um orçamento não é um papel qualquer, é a tradução financeira de uma política que se deseja que va ser adotada - não é um panfleto político, não é uma criação de expectativas que podem ser ou não ser executadas", acrescentou.

"É impossível que não haja um mínimo denominador comum entre as diferentes forças políticas que estão na Assembleia", arriscou a antiga líder do PSD, indicando que existirão "aspetos" em que é possível "haver algum consenso".

"Não se espera que seja [um OE] consensual, espera-se que também não seja totalmente radical. Ao não haver esse denominador comum, claramente o Partido Socialista lançou-se nos braços do Bloco de Esquerda. Ao lançar-se nos braços do BE, é com ele que está a negociar o Orçamento", disse, pressupondo que as "reivindicações" do BE "são aquelas que provavelmente vão ficar traduzidas no OE".

Esta é uma possibilidade que Manuela Ferreira Leite vê como "irrealista" e "imprudente" porque será um "OE que não vai ter o acordo dos outros partidos". "Só não é tão imprudente assim, porque a execução não vai ser possível", indicou.

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