PSD quer aproveitar "facilidades" da UE para reconstruir a economia
O presidente do PSD defendeu hoje ser necessário aproveitar a ajuda financeira da União Europeia para reconstruir a economia portuguesa e avisou que a responsabilidade das soluções será do Governo.
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"Se a economia, depois de medida, caiu mais 2 ou 3%, ou menos 2 ou 3%, infelizmente foi o que foi, é o que é, a responsabilidade aí é fundamentalmente da pandemia, não é de mais ninguém. Agora a responsabilidade deixa de ser da pandemia, passa a ser de nós todos, a começar pelo Governo, naquilo que forem as soluções que viermos a encontrar, e isso vai-se medir daqui por dois ou três anos", afirmou Rui Rio em declarações aos jornalistas à margem de uma visita ao Centro Hospitalar de São João, no Porto.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou, esta segunda-feira, que a economia caiu 16,3% no segundo trimestre. O maior contributo veio do consumo das famílias que recuou 14,5%.
O líder social-democrata referiu que, até 15 de outubro, o Governo terá de apresentar um "pré-programa" que, no seu entender, deve apostar numa perspetiva de futuro, referindo-se à proposta de Orçamento de Estado para 2021.
"O PSD irá dar os seus contributos, e aquilo que nós estamos a construir é exatamente isso, é muito mais uma perspetiva de futuro de que propriamente remediar no curto prazo, porque esta ajuda financeira que nós vamos ter é a maior de sempre e estou convencido de que, em termos relativos, será a maior de sempre durante muitos e muitos anos, portanto temos de saber aproveitar isso, e isso é que é absolutamente vital para a nossa economia", defendeu.
Mais do que medir se a economia cai 10 ou 15%, para Rui Rio, o que importa é ter capacidade para construir um programa de retoma "a sério", assente nas "facilidades" dadas pela União Europeia aos estados-membros, por forma a reconstruir a economia portuguesa, numa perspetiva não de curto prazo, mas de longo prazo.
"Ou seja, que já agora, dentro do mal que tudo isto é, que se aproveite para reforçar a competitividade da economia portuguesa", concretizou.
Comentando ainda os números do desemprego divulgados na segunda-feira pelo INE, o presidente do PSD insistiu ainda na ideia de que a "verdadeira" taxa de desemprego "é uma incógnita", defendendo que só dentro de alguns meses será possível aferir o que aconteceu aos trabalhadores que se encontram ainda em 'lay-off'.
A taxa de desemprego aumentou em junho para 7,3%, mais 1,4 pontos do que em maio e mais 0,7 pontos que no mesmo mês de 2019, segundo dados hoje anunciados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

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