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Reguengos é uma "confusão". Relatório enviado ao MP deve ser "público"

O líder do PSD considera, por isso, que o Ministério da Saúde devia tornar público o relatório que enviou para o Ministério Público.

Reguengos é uma "confusão". Relatório enviado ao MP deve ser "público"

À margem de duas visitas à Santa Casa da Misericórdia dos Arcos de Valdevez e de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, o líder do PSD, Rui Rio, comentou a polémica em torno do surto no Lar de Reguengos de Monsaraz.

Salientando que "em março e abril, não era justo fazer criticas ao Governo, na exata medida em que ninguém era capaz de fazer melhor, entretanto está a passar agosto, e agora já temos de exigir do Governo que aquilo que aprendemos ao longo destes meses possa ser colocado em prática para que em novembro possamos combater a pandemia com uma eficácia muito maior do que em março e abril porque hoje o nosso conhecimento é também maior" do que no início.

Serve disso exemplo o surto num lar em Reguengos de Monsaraz, que muita tinta e polémicas tem feito correr. Considera Rui Rio que para acabar com a atual "confusão" a que o país assiste neste momento era importante que o Governo divulgasse o relatório pedido pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social para que assim seja possível cruzar versões.

Até porque, insistiu, "estou convencido de que não há ninguém no país (..) a começar por mim próprio, que tenha percebido o que se passou em Reguengos, e de qual é a maior parte da responsabilidade", afirmou em declarações aos jornalistas.

"Mas o Ministério, tanto quanto sei, tem um relatório feito pelos seus serviços, para além de um relatório da Ordem dos Médicos - que pode ser oficioso - , e depois há o relatório oficial [o pedido pelo Ministério do Trabalho e da Segurança Social] que até foi para o Ministério Público. A minha pergunta é não se pode saber o que diz? Temos de continuar nesta confusão com uns a responsabilizarem os outros. Não percebo porque não é tornado público", defendeu Rio.

O líder do PSD referiu, aliás, que há "elementos que se cruzam" entre os documentos e que confirmam "fraquíssima qualidade das circunstâncias em que os idosos estavam em Reguengos". Nesse sentido, reforçou, "sinceramente não compreendo porque não é tornado público", até porque "era bom sabermos o que se passou" não só para para apurar responsabilidades mas também "para que se perceba o que correu mal" e evitar que o mesmo suceda no futuro.

Rio deixou ainda uma palavra aos médicos. Apesar de admitir que "um ou outro" possa "não ter cumprido", a grande maioria destes profissionais arriscaram a vida para salvar outras e, por isso, vincou temos de “estar continuamente gratos” aos médicos porque a "esmagadora maioria (...) teve um comportamento exemplar” durante o combate à pandemia.

Mais do que "castigar", defendeu, a divulgação daquele documento, serviria de exemplo. "Há mais de duas mil instituições. Se a maioria está a funcionar bem e, se há uma ou outra que não está, é bom que passe a funcionar bem. Para isso é preciso termos conhecimento para fazer melhor. É mais sensato do que andar a cruzar acusações. Está agendada uma reunião entre Ordem dos Médicos e o primeiro-ministro. Espero que a reunião possa contribuir para resolver o problema", disse.

Rio defendeu ainda "um melhor entrosamento entre os Ministérios da Segurança Social e da Saúde", por considerando que "ganham os dois e, sobretudo ganha a sociedade".

Comentário de Costa sobre os médicos? Rio não comenta "conversas em off"

Em causa está a reunião hoje solicitada pela Ordem dos Médicos (OM), com caráter de urgência, ao primeiro-ministro, na sequência das declarações do próprio António Costa numa conversa privada com jornalistas do jornal Expresso, que foi agendada para terça-feira.

Questionado pelos jornalistas, Rui Rio disse não comentar "conversas em 'off', muito menos quando as conversas em 'off' são mandadas para as redações dos outros jornais". "Há princípios éticos que eu não passo e não comento, pura e simplesmente", sublinhou.

Recorde-se que no vídeo, partilhado nas redes sociais, e que tem apenas sete segundos, vê-se o primeiro-ministro António Costa numa conversa privada com jornalistas alegadamente chamando "cobardes" aos médicos envolvidos no caso do surto de covid-19 em Reguengos de Monsaraz, que matou 18 pessoas.

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