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Líder do PCP defende Rita Rato e recusa estigmatização por ser comunista

O secretário-geral do PCP defendeu hoje Rita Rato das críticas à sua escolha para diretora do Museu do Aljube, em Lisboa, recusando uma estigmatização da ex-deputada por ser comunista.

Líder do PCP defende Rita Rato e recusa estigmatização por ser comunista

"Que ninguém pense em lançar esse estigma porque isso acabou há 46 anos, com o 25 de Abril de 1974", afirmou Jerónimo de Sousa, depois de uma reunião com o Conselho Nacional da Juventude (CNJ), na sede do partido, em Lisboa, questionando sobre as críticas de que Rita Rato foi alvo, por exemplo, por historiadores.

O secretário-geral dos comunistas, "com preocupação", disse que não se deve "penalizar alguém, estigmatizar só por causa desta ou daquela opção partidária".

A antiga deputada Rita Rato "tem uma vida que fala por si, designadamente pelo seu papel na Assembleia da República", afirmou, lembrando que a sua escolha para a direção do museu foi feita por concurso.

A ex-deputada comunista Rita Rato Fonseca foi escolhida para dirigir o Museu do Aljube Resistência e Liberdade, em Lisboa.

Em comunicado, a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC) recorda que, na sequência da reforma do diretor do Museu do Aljube, Luís Farinha, foi aberto, em abril, um processo de recrutamento para selecionar nova direção.

Este processo contou com diversas candidaturas e resultou na seleção de Rita Rato Fonseca, "que se destacou pelo projeto apresentado e pelo desempenho nas entrevistas realizadas com o júri", indica a EGEAC.

Rita Rato iniciará funções como diretora do Museu do Aljube Resistência e Liberdade no próximo dia 01 de agosto.

Nascida em Estremoz, em 1983, Rita Rato Fonseca é licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa.

Foi deputada pelo PCP à Assembleia da República, entre 2009 e 2019, e fez parte, como coordenadora do Grupo Parlamentar, na Comissão de Educação, Ciência e Cultura (2011-2015). 

O Museu do Aljube, inaugurado em abril de 2015, na antiga prisão da PIDE, é um dos equipamentos culturais do município de Lisboa, sob a alçada da EGEAC, e é dedicado à "memória do combate à ditadura e à resistência em prol da liberdade e da democracia".

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