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PSD pede a Governo dotação para a coesão territorial de "gestão autónoma"

As estruturas distritais do PSD apelaram hoje ao Governo que dedique uma percentagem das verbas do Fundo de Recuperação da União Europeia para a coesão territorial nacional, investimento que deverá ser prioritário e "de gestão autónoma".

PSD pede a Governo dotação para a coesão territorial de "gestão autónoma"
Notícias ao Minuto

21:06 - 08/07/20 por Lusa

Política PSD

Dirigentes distritais sociais-democratas de todo o país estiveram hoje reunidos na sede nacional do partido, em Lisboa, e defenderam que "deve haver uma verba específica para a coesão territorial nacional", a definir pelo Governo depois de traçar um "plano operacional para o desenvolvimento do interior".

"Estamos a exortar o Governo para que, no plano que enviar para Bruxelas obrigatoriamente nos próximos dois meses, coloque nesse plano um pilar exclusivo de gestão autónoma, que não compita nem concorra com outros fundos e com outros pilares, só relativo à coesão territorial", disse à Lusa o vice-presidente do grupo parlamentar do PSD e presidente da distrital da Guarda, Carlos Peixoto.

Os dirigentes sociais-democratas apelam ao executivo liderado por António Costa que eleja "como prioritária" esta dotação específica, que deve ser canalizada para o desenvolvimento do interior do país, porque "o Orçamento do Estado, só por si, não resolve problemas da interioridade".

O Fundo de Recuperação da União Europeia prevê que Portugal poderá arrecadar um total de 26,3 mil milhões de euros, 15,5 mil milhões dos quais em subvenções e os restantes 10,8 milhões sob a forma de empréstimos (voluntários) em condições muito favoráveis.

Questionado sobre o valor que seria aceitável para o PSD, Carlos Peixoto não quis especificar um número mas salientou que, "seja ele qual for, tem de ser suficientemente grande" para "ter impacto", alegando que esta questão "não pode ser tratada com uma mezinha".

Os líderes distritais sociais-democratas defenderam igualmente que o Estado deve eleger como prioridade as infraestruturas, e pediram a António Costa que "não se esqueça do IP3, da ferrovia, de outros investimentos estruturantes" e que reduza as portagens no interior.

O PSD insta igualmente o Governo a incluir nesse plano "medidas que se dirijam à economia, à fixação de empresas e à revitalização do tecido económico do interior", que atraiam jovens para aquela zona do país, e também a "deslocalização de serviços públicos".

O deputado pediu ao primeiro-ministro que aplique "cá dentro o que diz lá fora", quando apela "aos outros países que sejam solidários com Portugal" e defende "que não pode haver nenhum corte no que diz respeito à coesão".

Para o PSD, exista a oportunidade de transformar a pandemia num "oportunidade que pode ser histórica".

"Ou é agora ou vai ser tarde demais", vincou Carlos Peixoto, acrescentando que este desafio já foi lançado à ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, e à comissária europeia com a pasta da Coesão e Reformas, Elisa Ferreira.

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