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CDS quer solução que evite nacionalizar TAP sem "bullying político"

O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, disse hoje esperar que a solução encontrada pelo Governo para evitar a nacionalização da TAP não seja fundada num "'bullying' político" mas numa estratégia de parceria com os acionistas privados.

CDS quer solução que evite nacionalizar TAP sem "bullying político"
Notícias ao Minuto

13:53 - 02/07/20 por Lusa

Política Francisco Rodrigues dos Santos

"<span class="news_bold">Mantendo a gestão privada da TAP, as regras de direto privado na sua administração e estrutura acionista parece que encontramos uma solução, espero eu que não seja fundada num 'bullying' político mas numa estratégia de parceria com os acionistas privados", destacou o líder do CDS, à margem da visita a uma pedreira em Vila Pouca de Aguiar, no distrito de Vila Real.

Francisco Rodrigues dos Santos referia-se às notícias veiculadas hoje em alguns órgãos de comunicação sobre um alegado acordo entre o Governo e os acionistas privados da companhia aérea portuguesa alcançado de madrugada para evitar a nacionalização da TAP.

O dirigente do CDS-PP defendeu também que a TAP precisa de uma solução consensualizada entre o Governo e o acionista privado "que não nacionalize a dívida" da companhia aérea porque seria um "sorvedouro de recursos públicos" e obrigaria "ainda a mais prejuízos".

Considerando a TAP a "companhia aérea de bandeira do Estado português", Francisco Rodrigues dos Santos sublinha ainda que esta "necessita de estabelecer ligações com zonas de interesse comercial, turístico e ao nível da circulação de passageiros para ativar as economias locais e que não haja discriminações de umas zonas do pais face a outras".

"O Estado tem de ter uma voz preponderante, um papel liderante com cláusulas muito concretas na corresponsabilização ao nível da solução atingida para que a TAP não caia e que ao mesmo tempo seja encontrada uma resposta que respeite o dinheiro dos contribuintes e que mantenha a proporcionalidade face a outros apoios que têm sido dados à economia", acrescentou.

Apesar de defender o apoio à companhia aérea, o presidente do CDS realçou que deve estar "sempre presente o interesse nacional e salvaguardando o dinheiro dos contribuintes que é precisamente esse que vai ser injetado na companhia aérea".

"O dinheiro dos contribuintes é dinheiro público e é subtraído das suas mesas e por isso obedece a alguma parcimónia e rigor, só pode ser chamado a salvar uma companhia aérea se tiver verificado o interesse nacional e se não houver nenhuma descriminação injustificada para algumas zonas do nosso país", vincou.

Francisco Rodrigues dos Santos lembrou ainda que "desde o início" que o CDS colocou uma "linha vermelha à solução para a TAP" que passava por "não ocorrer a nacionalização".

"Desde cedo apelamos ao ministro Pedro Nuno Santos [ministro das Infraestruturas] que não abrisse hostilidades contra os acionistas privados que evitasse uma estratégia de 'bullying' político e negocial com os parceiros de solução e optasse por atingir um pacto de compromisso com a gestão privada da companhia aérea", apontou.

Para o dirigente, com a injeção de capital do Estado na companhia aérea deve haver "naturalmente" um caderno de encargos público que salvaguarde o desempenho da TAP num "plano estratégico de desenvolvimento" para Portugal.

"Sendo certo que a TAP tinha hoje mais empregados, mais rotas e mais aviões, foi afetada por uma crise pandémica a nível mundial como outras companhias aéreas foram", realçou ainda.

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