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"Irrevogável" custou... 2,3 mil milhões

A remodelação que ocorreu no Verão de 2013, através da demissão dos ministros das Finanças e dos Negócios Estrangeiros, fez com que os juros disparassem e com que o País perdesse, em bolsa, 2,3 mil milhões de euros. Segundo avança o Diário Económico, quando Portas tomou a decisão “irrevogável” de se demitir, fez com que Portugal perdesse também a credibilidade que tinha junto dos investidores.

"Irrevogável" custou... 2,3 mil milhões

O ano de 2013 ficou marcado por algumas remodelações do Governo, que perdeu dois dos nomes mais importantes da sua estrutura: o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e o dos Negócios Estrangeiros e líder do segundo partido da coligação, Paulo Portas.

A tensão que existia entre Portas e Passos Coelho, devido à substituição de Miguel Relva, à sétima avaliação da troika e à TSU dos pensionistas, fez com que o ministro de Estado batesse com a porta.

Esta saída, que aconteceu a 2 de Julho de 2013 e que coincidiu com a substituição de Vítor Gaspar por Maria Luís Albuquerque na pasta das Finanças, fez com que Cavaco Silva exigisse um compromisso de salvação nacional ao PSD, CDS e ao PS de Seguro.

Nas 24 horas que separaram as duas saídas, segundo o Diário Económico, o país assistiu à quebra na estabilidade da coligação PSD/CDS, perdeu credibilidade junto dos investidores, e os juros da dívida disparavam para 8%, colocando o País mais perto do segundo resgate. Esta crise no Governo fez com que a bolsa perdesse 2,3 mil milhões de euros.

Saliente-se que as remodelações deste ano deram origem a um CDS com mais peso, com António Pires de Lima na pasta de Economia e Paulo Portas como número dois do Governo, tendo este último ficado ainda responsável pelas relações com a troika.

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