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CDS pergunta se é preciso outro ministro do Planeamento no Governo

O líder parlamentar do CDS-PP questionou hoje se o Governo necessita de outro ministro do Planeamento, referindo-se a António Costa e Silva, tendo o primeiro-ministro salientado a necessidade de o executivo tomar decisões com apoio técnico.

CDS pergunta se é preciso outro ministro do Planeamento no Governo
Notícias ao Minuto

17:36 - 03/06/20 por Lusa

Política CDS

Intervindo durante o debate quinzenal de hoje, Telmo Correia começou por considerar que "esta questão do paraministro ou do superconsultor não correu bem", referindo-se à escolha do gestor António Costa Silva para coordenar os trabalhos preparatórios de elaboração do Programa de Recuperação Económica e Social 2020-2030.

"Relembrando aquilo que o senhor primeiro-ministro há pouco parecia não se lembrar, eu vou usar uma citação: 'É um escândalo, um escândalo como é que se é ministro para todos os efeitos menos para o estatuto constringente da função ministerial'", citou o centrista, referindo que a frase é da autoria de "António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e na altura comentador numa estação de televisão".

O deputado indicou que Costa referia-se a António Borges que, "na altura, era apresentado como sendo o 12º ministro -- coisa que muito o indignou -- do Governo Passos Coelho, Paulo Portas".

Para o líder do grupo parlamentar do CDS-PP, "esta frase é diferença entre uma situação e a outra" e que António Costa e Silva "seria o vigésimo" ministro do atual Governo.

"Não tinha já vossa excelência um ministro do Planeamento, não há um ministro do Planeamento já no Governo? Seria absolutamente necessário outro?", questionou Telmo Correia, garantindo que não põe "em causa a pessoa nem a função, ainda que possa parecer estanho alguém que diz que vai trabalhar de borla para o Governo português seja pago por uma empresa do Governo tailandês".

Apontando que "isto até faria algum sentido se fosse o início da tão falada remodelação", o democrata-cristão quis saber se "o Ronaldo das finanças [o ministro Mário Centeno] vai fazer a transferência antes ou depois do final do [orçamento] retificativo" e se vai sair também a "ministra da Cultura, que já não tem o apoio de ninguém, nem sequer do Bloco de Esquerda".

Em resposta, o primeiro-ministro apontou o país tem "problemas muito graves" e que a política não se devia deixar "consumir com problemas dessa natureza", e defendeu que aquela frase foi dita quando António Borges foi ao parlamento "responder em nome do Governo, sem ser membro do Governo".

"Isso sim é que é escandaloso. Agora, eu não pedi a ninguém para responder em nome do Governo, eu convidei uma pessoa para dirigir um trabalho para o Governo", vincou.

António Costa defendeu que "é muito importante para quem exerce funções executivas poder contar com o apoio de técnicos, de especialistas, de pessoas que, estando de fora, podem aportar algo de novo e valor à reflexão e ao trabalho que o Estado está a fazer".

"Os ministro fazem política, os técnicos fazem trabalho técnicos, os especialistas fazem trabalho de especialidade, e é assim que se deve fazer", acrescentou, considerando que "a decisão política tem mais qualidade quando é mais bem informada, e é mais bem informada quando pode contar com o apoio, com a colaboração de técnicos, de especialistas".

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