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Parlamento dedica página online aos 45 anos do arranque da Constituinte

A Assembleia da República disponibilizou hoje uma página no seu `site´ oficial dedicada à história da Assembleia Constituinte, que há 45 anos iniciou os trabalhos que culminaram na redação da Constituição Portuguesa.

Parlamento dedica página online aos 45 anos do arranque da Constituinte

"Às 16 horas e 12 minutos do dia 2 de junho de 1975, o Presidente Interino da Assembleia Constituinte, Henrique de Barros, declara aberta a sessão inaugural do primeiro Parlamento português eleito por sufrágio livre e universal no dia 25 de abril anterior, um ano após a Revolução de 1974", pode ler-se na página divulgada hoje no `site´ do parlamento, dedicada à história da Assembleia Constituinte.

As eleições para a Assembleia Constituinte, criada exclusivamente para a elaboração da Constituição, foram as primeiras eleições livres no pós-25 de Abril, em que se registou um recorde de participação (92%) e em que se formaram longas filas de pessoas para votar, um pouco por todo o país.

O trabalho desta Assembleia só estaria terminado dez meses depois, a 2 de abril de 1976, data em que a Constituição Portuguesa foi aprovada. Não houve abstenções e, com uma exceção, todas as bancadas, PS, PPD, PCP, MDP/CDE, UDP, a Associação de Defesa dos Interesses de Macau e os deputados independentes votaram favoravelmente. Só os deputados do CDS expressaram o voto contra.

Na página comemorativa, o parlamento disponibiliza um conjunto de documentos de arquivo, dossiês de informação, fotografias e vídeos, com recurso a arquivos históricos, que ilustram o contexto político e social do país, assim como apontamentos sobre os trabalhos parlamentares que decorreram entre junho de 1975 e abril de 1976.

Estão também disponíveis testemunhos sobre a época de alguns deputados constituintes, gravados em 2015: como Marcelo Rebelo de Sousa, António Arnaut, Basílio Horta, Carlos Brito, Jaime Gama, Jorge Miranda e José Manuel Maia.

As eleições para a Assembleia Constituinte ditaram a vitória para o PS, liderado por Mário Soares (37,87%), à frente do PPD, hoje PSD, fundado por Francisco Sá Carneiro, que conseguiu 26,39% dos votos.

À esquerda, o PCP, liderado pelo dirigente histórico comunista Álvaro Cunhal, recolheu 12,46% dos votos. E a UDP conseguiu um deputado, com 0,79%. O CDS foi o partido mais à direita a eleger deputados, com 7,6% dos votos.

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