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PCP anuncia comício para 7 de junho em Lisboa

Secretário-geral do PCP anunciou este domingo a agenda de intervenção política no curto prazo. Entre as várias iniciativas, Jerónimo de Sousa referiu-se a um comício, em Lisboa, marcado para o dia 7 de junho.

PCP anuncia comício para 7 de junho em Lisboa

Jerónimo de Sousa anunciou, este domingo, um conjunto de iniciativas políticas que o PCP vai desenvolver no decorrer de maio e junho. Primeiro, uma "jornada de contacto e informação junto dos trabalhadores com início a 21 de maio, inserida na campanha 'valorizar o trabalho e os trabalhadores, não à exploração'.

Segue-se também "uma linha de ação e de contactos dirigida aos micro, pequenos e médios empresários e trabalhadores por conta própria a partir de junho".

Jerónimo de Sousa deu também conta de uma ação de defesa do SNS, incluindo a 28 de maio, um dia da divulgação da proposta de programa de emergência para o SNS" e ainda "um conjunto de iniciativas sob o lema 'nem um direito a menos, confiança e luta por uma vida melhor', que se inicia com a realização de um comício dia 7 de junho em Lisboa". 

O líder comunista falava numa conferência de imprensa após a reunião do Comité Central, no sábado, na qual o partido "debateu e avaliou os traços fundamentais dos desenvolvimentos e perigos no quadro da atual situação do surto epidémico e apontou linhas de orientação para a intervenção do partido e da luta pela alternativa patriótica e de esquerda que a epidemia tornou ainda mais imperiosa".

Segundo Jerónimo de Sousa, a "Covid-19 veio por à evidência gritantes desigualdades e injustiças à escala mundial" e as "notórias fragilidades ou ausência de serviços públicos em numerosos países capitalistas" e veio "precipitar e agravar uma nova crise económica já latente e em desenvolvimento".

No plano nacional, disse, "é inegável o impacto do surto epidémico na vida económica e social", com "milhares de despedimentos", com "cerca de um milhão de trabalhadores com cortes nos salários", "arbitrárias imposições nas condições de trabalho", entre outras situações. 

Nas conclusões da reunião, o PCP salientou "a importância da resistência e luta dos trabalhadores e das populações", referindo que as jornadas do 25 de Abril e do 1.º de Maio "apontam o caminho": "Enfrentando e vencendo a chantagem anti-democrática, garantindo as necessárias medidas de prevenção e proteção sanitárias, impõe-se para o presente e para o futuro a utilização dos instrumentos e luta que a Constituição da República consagra". 

"Era o que mais faltava que neste momento se procurassem cercear as liberdades democráticas, a atividade política, coisa que o povo português não aceita, e que sacudiu e acabou há 40 anos. Teremos em conta, naturalmente, as medidas que se verificam em termos de segurança sanitária, isso posso garantir, corresponderemos à realidade e às medidas que se aplicam", afirmou.

"Não queremos nem mais nem menos direitos do que outras atividades incluindo no plano político", frisou Jerónimo de Sousa, assegurando que o comício do PCP decorrerá "com sentido de responsabilidade".

O secretário-geral do PCP defendeu que no atual contexto os trabalhadores "têm de participar na defesa dos seus interesses, dos seus salários, dos seus direitos, da sua pequena empresa ou negócio". "É nessa batalha que o PCP estará, não deixando os trabalhadores sozinhos ou, como alguns pretendem, que fiquem em casa", acrescentou.

E a festa do Avante?

Confrontado com a posição do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de que nenhuma festa partidária ou popular deve ter regras diferentes das demais, o secretário-geral do PCP retorquiu: "Pois não, nem direitos a menos".

"Nestes próximos meses iremos tendo em conta a realidade social, sanitária, tendo em conta o desenvolvimento deste processo. Aquilo que garantimos é que faremos a festa se estiverem reunidas as condições para o fazer - disso não abdicamos", afirmou.

Segundo Jerónimo de Sousa, "em relação à Festa do Avante, o Comité Central avaliou os elementos da sua preparação nas circunstancias atuais, designadamente no plano das medidas de proteção sanitária" face à pandemia de covid-19.

"Estamos a quatro meses da realização da festa, mas a garantia é que, tal como em outras festas anteriores, das primeiras entidades a que recorremos é sempre a Direção-Geral da Saúde para garantir as condições sanitárias na nossa Festa do Avante", acrescentou.

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