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PAN quer perceber as "implicações" da cerca sanitária na região do Porto

A deputada do PAN eleita pelo distrito Porto disse hoje ser necessário perceber as implicações que a cerca sanitária terá ao nível das "liberdades e garantias", e questionou os critérios do projeto lançado para testar os profissionais dos lares.

PAN quer perceber as "implicações" da cerca sanitária na região do Porto
Notícias ao Minuto

22:14 - 30/03/20 por Lusa

Política Covid-19

"Importa desde logo saber o que é que este cordão sanitário implica, que liberdades e garantias poderão estar aqui postas em causa e, também, perceber a que áreas geográficas do distrito se destinará, efetivamente, a aplicação deste cordão sanitário", defendeu Bebiana Cunha.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou que a medida, equacionada entre as autoridades de saúde regionais, as autoridades de saúde nacionais e o Ministério da Saúde, deveria ser tomada hoje.

Num vídeo enviado pelo partido, a deputada Bebiana Cunha afirmou ainda ser "fundamental" perceber o contexto da medida, considerando que o mesmo "não é de todo percetível, uma vez que o vírus já se encontra espalhado por todo o território nacional".

A parlamentar assinalou que o aumento do número de infetados no Porto tem uma "correlação significativa com o investimento" da autarquia no que aos testes e rastreios concerne.

"Se se testa mais, é normal que os resultados sejam de facto superiores e correspondam mais à realidade", defendeu a deputada, acrescentando que a implementação de uma cerca sanitária não "pode ser isolada".

"Houve municípios, nomeadamente, Vila Nova de Gaia, Maia, Gondomar e Valongo que pediram esta instauração de cerca sanitária há já alguns dias, portanto, esta análise que se faz para tomar uma decisão destas não pode ser isolada, tem de ser feita município a município por comparação e também tendo em conta diferentes fatores", considerou.

Bebiana Cunha adiantou não compreender que "não haja um único município do Norte" no projeto-piloto lançado pelo Governo que visa testar os profissionais dos lares de idosos.

"Não nos parece de todo compreensível que não haja um único município do Norte contemplado neste projeto-piloto e, portanto, ao Governo continuaremos a apelar: é necessário testar e rastrear até ao último elo da cadeia, pois só dessa forma conseguiremos perceber realmente qual é o número real de pessoas infetadas", concluiu.

Na sequência das declarações da diretora-geral da Saúde, a Câmara do Porto disse não aceitar o cerco sanitário "absurdo" e "inútil" que está a ser equacionado pelas autoridades de saúde e anunciou que deixa de reconhecer autoridade a Graça Freitas.

Também o presidente da Câmara de Gondomar e líder da Comissão Distrital de Proteção Civil do Porto, Marco Martins, disse hoje ser "difícil de perceber" porque é que a diretora-geral da Saúde está a equacionar um cerco sanitário na região do Porto, quando há uma semana disse que "não seria eficaz".

Já o presidente da Área Metropolitana do Porto, Eduardo Vítor Rodrigues, disse hoje que "rejeita liminarmente" um cerco sanitário à região, sugerindo à Direção-Geral da Saúde (DGS) "maior atenção a focos de contágio" e a realização de "mais testes".

No quadro hoje divulgado pela DGS, a cidade do Porto aparece em primeiro com 941 casos covid-19 confirmados, seguindo-se Lisboa com 633.

Entre os 10 primeiros concelhos com mais casos encontram-se mais cinco localizados no Grande Porto: Vila Nova de Gaia (344), Maia (313), Gondomar (276), Matosinhos (295) e Valongo (202).

Portugal regista hoje 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

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