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PS desafia Rio: Apoia decisão decidida ou cedeu a "vertigem populista"?

O secretário-geral adjunto do PS, José Luís Carneiro, desafiou hoje o PSD a "clarificar" se continua a apoiar a solução de um novo aeroporto no Montijo que decidiu quando era governo ou "se está a ceder a uma vertigem populista".

PS desafia Rio: Apoia decisão decidida ou cedeu a "vertigem populista"?
Notícias ao Minuto

11:52 - 27/02/20 por Lusa

Política Montijo

Em conferência de imprensa na sede nacional do PS, em Lisboa, José Luís Carneiro, assegurou que os socialistas irão "continuar o diálogo com os municípios" e com "todos os partidos com representação parlamentar", mas centrou as críticas no PSD, que na quarta-feira disse estar indisponível para alterar a lei que permite a qualquer uma das autarquias afetadas pela construção do aeroporto do Montijo vetar o avanço do projeto.

"É exigido por um imperativo de ética republicana ao PSD que clarifique a sua posição: o dr. Rui Rio mantém a posição do governo PSD-CDS, pela mão do qual se optou pela solução 'Portela + 1', neste caso pelo Montijo, ou o PSD está a ceder a uma vertigem populista, como tem vindo a acontecer nos últimos tempos?", questionou José Luís Carneiro, invocando posições recentes dos sociais-democratas na contagem do tempo de serviço dos professores ou do IVA da luz.

O secretário-geral adjunto do PS defendeu que foi o PSD que "há dez anos inviabilizou um novo aeroporto com o discurso de diabolização do investimento público e adotou a solução do Montijo" e enumerou declarações de ex-ministros e dirigentes sociais-democratas que reafirmaram esta opção ao longo do tempo.

"O PSD habituou-nos a um sentido de responsabilidade coletiva, o dr. Rui Rio tem o dever de clarificar se mantém posição que foi assumida pelo próprio Governo PSD em coligação com o CDS, a partir de 2013, ou se está a ceder à vertigem populista que de quando em vez parece tomar conta do PSD", reiterou, acusando os sociais-democratas de "uma certa bipolaridade" nesta matéria.

Na quarta-feira, em declarações aos jornalistas na sede nacional do PSD, o vice-presidente Salvador Malheiro afirmou que o partido considera que "a temática da localização" do novo aeroporto de Lisboa, no Montijo, "está fechada", mas recusou que seja responsabilidade dos sociais-democratas viabilizar a alteração de uma lei "que deve ser geral e abstrata" para servir a um caso concreto.

José Luís Carneiro apelou ao PSD para que "abra as portas ao diálogo" e que deixe de lado uma atitude que classificou de "bipolaridade tática": "Sempre que vê uma oportunidade de desgastar o PS, coloca de lado o interesse nacional, procurando tirar proveitos muito táticos, muito mesquinhos, muito imediatos".

Questionado porque é que o PS não procurou este diálogo com os partidos há mais tempo e se não irá também falar com os antigos parceiros de esquerda, José Luís Carneiro considerou que "todos os partidos com assento parlamentar são igualmente essenciais para viabilizar o interesse nacional" e que "só agora é que é o momento de haver uma consulta formal aos municípios", depois de produzida a declaração de impacto ambiental.

O secretário-geral adjunto insistiu nas "especiais responsabilidades" do PSD, questionando como "terá moral" para exigir no futuro maior crescimento da economia "se 95% dos fluxos turísticos" do país chegam através do aeroporto.

"Ontem [na quarta-feira], um vice-presidente do PSD [David Justino] disse que se trata de uma lei estúpida. Se é estúpida, há que fazer esforços para que, em sede parlamentar, as leis deixem de ser estúpidas", afirmou José Luís Caneiro.

Questionado o que fará o Governo se as autarquias mantiveram a sua posição - pelo menos a da Moita já manifestou intenção de dar parecer negativo à localização do futuro aeroporto - e os partidos recusarem mudar a lei, o secretário-geral adjunto socialista disse que tem havido "esforços de diálogo" - nem sempre públicos -, mas voltou a colocar o ónus no PSD.

"Os portugueses não compreenderão que um partido que tem um vice-presidente que diz que tem uma lei estúpida e que tem responsabilidades acrescidas na solução encontrada não esteja disponível para viabilizar uma alteração à lei, se for necessário", reiterou.

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