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CDS-PP critica criação do Ministério da Coesão Territorial

O CDS-PP criticou hoje a criação do Ministério da Coesão Territorial e a dimensão do atual Governo, defendendo que a verba gasta nesse âmbito, na ordem dos 20 milhões de euros, devia ser para medidas de valorização do interior.

CDS-PP critica criação do Ministério da Coesão Territorial

Para a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, essa é "uma questão de perspetiva", uma vez que um Governo pequeno pode não representar que se poupa, porque pode ser preciso contratar serviços fora.

"Concordo exatamente com isso, se isso se verificasse. O que se espera de si [ministra da Coesão Territorial] é que seja capaz de demonstrar esse facto", afirmou a deputada do CDS-PP Cecília Meireles, numa audição parlamentar sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE2020), em Lisboa.

Neste âmbito, Cecília Meireles disse que que houve um aumento de 40% na verba para serviços integrados contratados pelo Governo, comparando com dados de 2015, ano em que se gastaram 12 milhões de euros face aos 23 milhões de euros previstos para este ano.

"Quanto maior é o Governo mais contratam fora", constatou a centrista, considerando que o método de criar um ministério para fazer passar a mensagem da importância da coesão territorial "atrapalha mais do que ajuda".

Da bancada do PSD, o deputado Carlos Peixoto disse que a responsável pela pasta da Coesão Territorial corre o risco de ser a primeira ministra "que deixa o país na mesma, desequilibrado e com um aprofunda assimetria".

João Vasconcelos, do BE, alertou que há uma grande diferença no que se anuncia e no que se concretiza, perspetivando que "o que aí vem não augura nada de bom", isto porque o anterior Governo PS "pouco ou nada fez" para a coesão territorial.

Para a deputada do PCP Paula Santos, a proposta do OE2020 não deslumbra medidas concretas para o desenvolvimento do interior do país, em que o conjunto de soluções para eliminar as assimetrias "é muito parco", questionando sobre a reabertura de serviços públicos.

Ressalvando que a ideia é comprometer o interior do país numa "solução de esperança e de futuro", o deputado do PS João Azevedo lamentou o discurso de "fatalidade" dos deputados das restantes bancadas parlamentares, afirmando que "o interior não precisa de pessoas que dizem sempre mal do interior".

Para a ministra da Coesão Territorial, o papel deste novo ministério no Governo é como o de "uma costureira", cosendo as várias intervenções governativas em prol do território e das pessoas, numa missão que "não é partidária".

"Acreditem na minha vontade de mudar [o território]. Também sabem que só vou fazer aquilo que posso e não aquilo que quero", ressalvou Ana Abrunhosa, após ouvir os receios e dúvidas de todas as bancadas parlamentes, à exceção do PS, relativamente à criação do seu ministério e às medidas para valorização do interior do país.

Questionada sobre declarações passadas em que defendeu a gestão do declínio, a ministra assegurou que não se trata de desistir dos territórios, mas sim de ter um discurso realista, partindo do princípio que é preciso "tratar diferente o que é diferente".

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