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Rui Moreira diz ser possível substituir "egoísmo" do carro com oferta

O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, disse hoje acreditar que nos próximos anos vai ser possível substituir o "egoísmo" do transporte individual pelo transporte público, assinalando o reforço da oferta na cidade, ao fim de alguns anos.

Rui Moreira diz ser possível substituir "egoísmo" do carro com oferta
Notícias ao Minuto

16:34 - 21/01/20 por Lusa

Política Rui Moreira

"Acredito sinceramente que, nos anos que vêm, nós vamos conseguir substituir o egoísmo do transporte privado, do transporte individual, pelo transporte público confortável", afirmou o autarca, durante a assinatura do contrato de aquisição de novas composições para o metro do Porto, que Moreira acredita demonstrar a "capacidade instalada no país para acreditar no transporte público.

Na cerimónia de assinatura do contrato de aquisição com a empresa chinesa CRC Tangsthan, que vai permitir disponibilizar mais 60 mil lugares diários, Rui Moreira sublinhou que a aposta no transporte público tem sido uma aposta "efetiva" do Governo, mas também dos municípios da área metropolitana e de "todos os que se preocupam com os princípios da mobilidade".

"Aquilo que tem sido feito nos últimos anos demonstra que, havendo mais capacidade instalada, havendo mais oferta, os cidadãos estão hoje disponíveis para trocar o conforto do transporte individual por aquilo que é o transporte público", defendeu.

Para Moreira, é o transporte público que vai resolver os problemas das cidades, da qualidade de vida, das diferenças sociais e também do ambiente.

"Tudo isto tem sido feito com medidas como o PART [Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes], muito importante, como a municipalização de transportes, mas nada se resolve apenas através da procura. Se não houver uma devida compensação do lado da oferta. E aquilo que estamos hoje a celebrar é de facto o aumento da capacidade instalada da Metro do Porto", declarou.

Para os portuenses, sublinha o autarca, a Metro do Porto é uma coisa que muitas veszes era olhada como uma miragem.

"Eu nasci e cresci numa cidade em que nos diziam que não era possível haver metro. Hoje existe metro e, depois de alguns anos em que não houve investimento, hoje temos novamente o investimento público na metro", concluiu.

A Metro do Porto assinou hoje o contrato para a aquisição, por 49,6 milhões de euros, de 18 composições à empresa chinesa CRC Tangsthan que vai permitir disponibilizar mais 60 mil lugares diários.

Segundo a Metro, os novos 18 veículos - com capacidade de 252 lugares, 64 dos quais sentados - serão entregues entre 2021 e 2023, ao ritmo de um por mês.

Em dezembro, a Metro do Porto revelou que a empresa chinesa tinha vencido o concurso para entregar 18 novas composições, por 49,6 milhões euros, financiados pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente, menos 6,5 milhões do que o valor base do procedimento.

O concurso foi lançado com a perspetiva de servir as novas linhas Rosa, no Porto, entre S. Bento e a Casa da Música, e o prolongamento da linha Amarela, entre Santo Ovídio e Vila d'Este, em Vila Nova de Gaia.

As empreitadas para as novas linhas devem arrancar em breve, sendo que as obras de construção vão decorrer até 2023. Estas novas linhas vão acrescentar seis quilómetros e sete estações à rede, representando um investimento global na ordem dos 300 milhões de euros.

Atualmente, a frota da Metro do Porto é constituída por 102 veículos: 72 do tipo Eurotram e 30 do tipo Tram-train. Com o investimento em 18 veículos CRRC, a frota do Metro do Porto passará a contar com 120 unidades.

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