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"É tão importante ser-se governo como ser-se oposição"

Sobre uma eventual recandidatura presidencial, Marcelo Rebelo de Sousa disse: "Se eu quero atingir aquilo que, aparentemente, quero atingir como sabem isso é uma matéria a ser tratada em Portugal e no final do ano, não no começo do ano".

"É tão importante ser-se governo como ser-se oposição"

Marcelo Rebelo de Sousa falou aos jornalistas na Cidade da Beira, em Moçambique e destacou o "relacionamento cada vez mais estreito na cooperação entre as Forças Armadas portuguesas e as Forças Armadas moçambicanas", bem como a nível do Ensino e da Cultura. 

Para o Presidente da República, "tudo" pode melhorar porque "é um processo contínuo". "Nós não estamos satisfeitos com o muito que foi feito. Estamos orgulhosos do que foi feito mas queremos fazer mais e Moçambique quer fazer mais", sublinhou. 

Já em relação às empresas portuguesas e à fase boa em que Moçambique se encontra, Marcelo disse, na antena da RTP3, que estas não se podem esquecer da "presença fortíssima de Portugal no sistema financeiro moçambicano".

"Não há investimentos sem financiamento e muito desse financiamento é local, não é externo apenas. E nesse financiamento local há uma presença portuguesa muito forte associada à presença moçambicana. Isso vai estar na base do investimento" no país. 

Para Marcelo, "a melhor forma de combater a insegurança, a desestabilização, venha de onde vier e seja qual for o motivo, é investir. É ocupar terreno e não o deixar vazio. Criar riqueza, fixar populações".

O Presidente da República prosseguiu referindo que "nós não agimos como meros políticos ou comentadores", uma vez que estes "podem ter todo o tempo do mundo para ver qual era o cenário ideal para se avançar e para, efetivamente, apostar no reforço das ligações entre Portugal e Moçambique". A posição portuguesa e uma posição política nacional que é "avançar mesmo" e "em todos os domínios"

Marcelo Rebelo de Sousa vai, esta tarde receber os partidos com assento na Assembleia: "Isto vale para Portugal ou para qualquer Estado do mundo que queira uma democracia forte. É que é tão importante ser-se governo como ser-se oposição". 

"Se nós queremos perceber a realidade moçambicana [...] temos de dialogar com quem é governo e com quem é oposição", considerou ainda. 

Questionado sobre se a visita a Moçambique ajudou a tomar uma decisão e a "recarregar baterias", o Presidente começou por fazer um elogio aos antecessores pelo estreitamento de relações entre Portugal e Moçambique. 

"É verdade que há tonalidades emocionais que têm a ver com a biografia de cada um. Quem tem uma biografia mais próxima de Moçambique sente, com maior intensidade, aquilo que significa esse reforço de relações. Em terceiro lugar, se eu quero atingir aquilo que, aparentemente, quero atingir como sabem isso é uma matéria a ser tratada em Portugal e no final do ano, não no começo do ano", concluiu. 

Já sobre a confiança na aprovação do Orçamento, Marcelo reiterou que no estrangeiro nunca se pronuncia sobre questões internas

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