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Mandatário BE rejeita ideia de que só com PS se pode fazer algo pelo país

O mandatário nacional do BE nas legislativas, Mário Tomé, defendeu hoje ser preciso abandonar a ideia de que só com o PS se pode fazer algo pelo país, sob pena de o Bloco passar a ser um partido do sistema.

Mandatário BE rejeita ideia de que só com PS se pode fazer algo pelo país
Notícias ao Minuto

23:14 - 13/12/19 por Lusa

Política BE

"Eu não digo que o Bloco se deixou instrumentalizar. Na minha opinião, o programa [eleitoral nas legislativas] era muito bom, só que houve uma certa sujeição [à ideia] de que com o PS conseguimos fazer alguma coisa por este país. E isso marcou a nossa campanha", afirmou em declarações à Lusa.

Para o histórico da União Democrática Popular (UDP) e militar de Abril, a candidatura do Bloco de Esquerda deixou-se "envolver na ideia de que era preciso um novo acordo", quando esse novo acordo entre BE e PS devia ter sido discutido ao fim de dois anos da anterior legislatura e ir mais além em áreas como a educação ou a saúde.

"Na minha opinião é preciso abanar isto tudo, porque senão o Bloco, que nasceu como experiência nova, corre o risco de se transformar numa coisa velha, ser um partido como os outros. E esses partidos servem para manter o sistema", disse, defendendo que só com uma política ligada "à vida concreta" é possível não ser um partido de sistema.

O dirigente, que falava à margem de um jantar no Porto, organizado por um conjunto de cidadãos para assinalar a sua primeira eleição como deputado, há 40 anos, sublinhou que não é contra acordos partidários, mas considera que o partido tem de se afirmar e ser capaz de integrar o movimento social, considerando que "o BE é a conquista política mais avançada desde o 25 de Abril".

No último fim de semana, o histórico da UDP foi um dos mais de 60 subscritores do Encontro Nacional Convergência, um grupo de aderentes do BE que, descontentes com a atual direção política e fechamento interno, afirmam a necessidade de repensar o partido.

Já o ex-deputado Pedro Soares, também presente na iniciativa, que reuniu cerca de 100 pessoas, defendeu que é preciso retirar lições do resultado das eleições legislativas, nas quais "o peso específico do Bloco relativamente ao Partido Socialista diminuiu objetivamente".

O objetivo deste grupo não é "cavar trincheiras", mas contribuir para a pluralidade e o reforço da intervenção política e social do Bloco de Esquerda, acrescentou Pedro Soares.

"Acho que o Bloco tem de ter claramente a afirmação de um projeto político autónomo, próprio - aberto a fazer acordos e alianças como é obvio -, mas acordos e alianças não se fazem entre iguais, fazem-se entre projetos diferentes. E, portanto, o que nós queremos é projeto diferenciado da social-democracia, do Partido Socialista", defendeu.

Para o antigo deputado, a convergência que está a ser conseguida em torno da ideia de necessidade de aprofundamento político, pluralidade e afirmação de um projeto autónomo está a trazer para o Bloco pessoas que "não se sentiam bem como as coisas estavam", o que considera ser um contributo essencial para a afirmação do partido.

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