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Livre. Assembleia critica comportamento de Joacine, mas não aplica sanção

A Assembleia do Livre esteve reunida 22 horas e as conclusões foram divulgadas esta terça-feira.

Livre. Assembleia critica comportamento de Joacine, mas não aplica sanção

A Assembleia do Livre decidiu não aplicar qualquer processo disciplinar à deputada única do partido, Joacine Katar Moreira, apesar de criticar algumas das suas ações, no seguimento dos desentendimentos tornados públicos há umas semanas. 

"O partido estará sempre presente, como sempre esteve, mas com eficácia e constância acrescida, a prestar todo o suporte para que o mandato parlamentar de Joacine Katar Moreira pelo Livre seja exercido com uma qualidade tão grande quanto os membros e apoiantes do Livre desejam e os nossos concidadãos merecem", pode ler-se na resolução da Assembleia do Livre, publicada esta terça-feira. 

Esta conclusão surge após "22 horas de trabalhos" que juntaram à mesa a Comissão de Ética e Arbitragem, Joacine Katar Moreira e o Grupo de Contacto, e devido aos factos ocorridos entre a deputada e o Grupo de Contacto e que resultaram na emissão dos comunicados e declarações subsequentes na comunicação social, nomeadamente "que foi eleita 'sozinha' e não teve qualquer tipo de apoio da direção do partido (Observador, 23 de novembro de 2019); e de que estávamos perante "um golpe" (Notícias ao Minuto, 26 de novembro de 2019), "já em violação do pedido de reserva face à comunicação social", destaca o Livre.

"Lamenta ainda profundamente que elas tenham sido produzidas e que não tenha existido um pedido de desculpas pelas mesmas, esperando que esta situação não se venha a repetir"Por considerar que estas declarações ao Observador e ao Notícias ao Minuto foram "gravosas para a honra e dignidade do partido, dos seus membros, apoiantes e simpatizantes, assim como dos seus órgãos", o Livre além de lamentar profundamente que elas tenham sido produzidas", destaca que não houve  "um pedido de desculpas pelas mesmas", esperando porém que "esta situação não se venha a repetir".

Perante estes factos, os dirigentes do Livre apelam "a que se trabalhe a confiança entre Grupo de Contacto e a deputada, ultrapassando o clima de desentendimento decorrente de mal entendidos e divergências em relação a factos ocorridos no passado". Aliás, e como exemplo, a Assembleia do Livre refere que procedeu a um "debate construtivo reservado apenas aos membros deste órgão" e que tal permitiu "o encontro de posições a incluírem numa resolução final".

Como chegámos aqui?

A reunião da Assembleia do Livre, que decorreu nos dias 8 e 9 de dezembro, aconteceu na sequência de a Comissão de Ética e Arbitragem do Livre ter apresentado um parecer sobre o conflito entre o Grupo de Contacto, a deputada Joacine Katar Moreira e o gabinete, relativamente à polémica, que teve início no final do mês de novembro, entre a deputada e a direção.

Na altura, o partido fundado por Rui Tavares manifestou preocupação com o voto da sua única deputada "em contrassenso" com o programa e as posições do Livre, indicou num comunicado o Grupo de Contacto.

Em resposta, Joacine Katar Moreira atribuiu o sentido do seu voto a uma "dificuldade de comunicação" com a direção do Livre, afirmando terem sido "três dias de contacto infrutífero", e mostrou-se surpreendida com a posição do partido.

Posteriormente, Pedro Nunes Rodrigues, da direção do Livre assegurou à Lusa nunca ter sido pedido pelo gabinete de Joacine Katar Moreira qualquer apoio específico no voto sobre a Palestina, mas adiantou que o partido continuará a trabalhar com a deputada "para que a legislatura corra da melhor forma, sem problemas de comunicação".

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