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PAN apela a "sensatez" e pede suspensão imediata das dragagens no Sado

Em matéria de conservação ambiental, as dragagens no rio Sado representam "um dos piores presentes envenenados" que o Governo quer dar aos portugueses, afirma a deputada do PAN Cristina Rodrigues.

PAN apela a "sensatez" e pede suspensão imediata das dragagens no Sado

Com o intuito de apelar à "sensatez" do Governo, o PAN deu esta segunda-feira entrada um requerimento ao ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e ao ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, no qual exige "a suspensão imediata do projeto de melhoria da acessibilidade ao Porto de Setúbal", até discussão das iniciativas em curso, em particular até ser conhecida a decisão judicial que corre termos no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada.

Para o partido, este projeto representa "um dos piores presentes envenenados que o Governo se prepara para dar aos portugueses" em matéria de conservação ambiental. 

Em comunicado, o PAN recorda que para além da ameaça que o referido projeto para o Porto de Setúbal representa para a comunidade de roazes, constitui também “um verdadeiro contrassenso em matéria de política de combate às alterações climáticas, tão apregoada por este Governo". 

"Veja-se que, não basta estar presente em conferências como é o caso da COP 25, que decorre nesta semana, a debitar o politicamente correto, quando 'em casa' estamos a atuar precisamente em sentido contrário”, alerta a deputada Cristina Rodrigues, eleita pelo distrito de Setúbal. 

A parlamentar refere-se nomeadamente ao facto de ainda esta segunda-feira ter sido revelado um estudo que indica que o contributo das emissões provenientes dos navios que pararam nos portos nacionais ser superior do que o peso das emissões geradas pela frota de veículos ligeiros de passageiros existentes em oito das cidades portuguesas de maior dimensão em 2013.

“Ora, é caso para dizer que, caso este projeto [no Porto de Setúbal] avance, aquilo que sobra em termos de arrogância aos nossos governantes, falta em sensatez”, conclui. 

O partido lembra que o projeto em causa tem sido alvo de "grande contestação" por parte da população que, para além de se ter mobilizado promovendo diversas manifestações, colocou uma ação judicial junto do Tribunal de Almada, com pedido de declaração de nulidade da Declaração de Impacte Ambiental. A par disso, o movimento SOS Sado entregou uma providência cautelar, na última sexta-feira,  dia 6, pedindo a suspensão da obra até decisão final em sede de ação principal.

O PAN tem agendada para esta semana a deslocação ao local "para chamar uma vez mais para a importância de continuar a apostar na conservação desta comunidade residente de roazes, uma das únicas a nível mundial e que vem perdendo dimensão ao longo das várias décadas".

De sublinhar que a comunidade de roazes reduziu de 40 para pouco mais de 20, "dadas as pressões sofridas pelas atividades económicas, pela poluição e por questões de consanguinidade", acusa ainda o partido. 

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