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"Ministros sentem que há uma fragilidade da posição de Mário Centeno"

Francisco Louçã comentou a preparação do Orçamento do Estado 2020 no seu espaço habitual na SIC Notícias.

"Ministros sentem que há uma fragilidade da posição de Mário Centeno"

Francisco Louçã comentou, esta sexta-feira, no seu espaço habitual na SIC Notícias, a preparação do Orçamento do Estado para 2020. O ex-líder do Bloco de Esquerda considera que este documento é mais difícil de concluir porque "não há acordo conforme uma maioria parlamentar".

E, esta semana, surgiram "novidades": Pela primeira vez na história deste governo, ministros "vêm a público ou por interposta pessoa anunciar as divergências sobre a gestão da preparação orçamental". Louçã deu como exemplo o ministro da Administração Interna que, "segundo um jornal, estaria a queixar-se de não lhe darem o dinheiro suficiente prometido e necessário para satisfazer o investimento na segurança".

O comentador nota que esta situação "mostra que os ministros sentem que há uma fragilidade da posição de Mário Centeno", que tem "força suficiente para se opor a alguns gastos orçamentais, mesmo quando eles são necessários, mas que já não tem força suficiente para lhe impor reserva e algum recato sobre o debate dentro do Conselho de Ministros".

Para Louçã, significa a existência de "uma fratura exposta em que os ministros aproveitam para pressionar o ministro das Finanças"

Na verdade, Centeno "ao anunciar ou deixar supor que sairá do Governo no próximo verão" ficou numa posição "frágil", contando-se "os dias ou os meses até à sua saída". O "ministro mais forte da última legislatura" fica "perante os outros ministros com um contrato a prazo, como alguém que vai sair e que tem menos peso agora do que tinha antes", situação que, de acordo com o comentador, se agrava com "o facto de o Governo não ter um contrato de maioria no Parlamento que lhe permita preparar o Orçamento em condições de maior estabilidade". 

Direita e a Saúde

Segundo Louçã, a Direita percebeu que "combater as fraturas e as fragilidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) é um ponto político para a sua intervenção".

"A Direita meteu-se esta semana e a semana passada numa nova campanha política, fazendo de cada crise das urgências hospitalares um argumento contra o Governo" e isto tem uma leitura: "É dizer: 'Vejam que a Esquerda quer destruir o SNS, o Partido Socialista virou as costas à saúde'". 

"Com isto há uma estratégia: a Direita quer recuperar de uma imagem de crueldade social do tempo da troika, reconstituindo nesta questão o seu capital eleitoral", considera, acrescentando que uma promessa de investimento por parte do Governo pode ser "problemática", uma vez que "na legislatura anterior prometeu e não cumpriu três mil milhões no orçamento". 

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