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Ex-membro da Jurisdição vai liderar lista a este órgão no Congresso

O ex-membro do Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) do PSD Paulo Colaço, que se demitiu por divergências com o dirigente Paulo Mota Pinto, anunciou hoje que vai encabeçar uma lista a este órgão no próximo congresso.

Ex-membro da Jurisdição vai liderar lista a este órgão no Congresso
Notícias ao Minuto

11:46 - 21/11/19 por Lusa

Política PSD

"Em janeiro deste ano foi pública a minha demissão deste órgão, motivada pela lamentável conduta do presidente da Mesa do Conselho Nacional. Uma conduta que mereceu a 'apreciação negativa' do próprio CJN", recorda em comunicado.

Paulo Colaço justifica a candidatura ao cargo por estar "ainda mais motivado a defender no CJN um espírito de legalidade, coragem e equidistância face aos diversos interesses habitualmente em jogo num partido político" e salienta que, no último congresso, a lista que liderou ficou a 40 votos de vencer.

"As minhas 'credenciais' para esta candidatura são uma experiência de oito mandatos no CJN; o espírito de missão com que sempre os exerci; e a absoluta imparcialidade que -- creio -- me é amplamente reconhecida no PSD", justifica.

Questionado pela Lusa, Paulo Colaço assegura que avançará com esta lista "independentemente de quem vencer as diretas", e informa que não irá apoiar nenhum dos candidatos à liderança por estar apenas concentrado na sua candidatura ao órgão jurisdicional do partido.

O também autor de uma proposta de revisão estatutária no último congresso refere que conta com o apoio da sua concelhia, Rio Maior, bem como de figuras do seu distrito, Santarém: Isaura Morais, presidente do PSD/Rio Maior e secretária do Grupo Parlamentar do PSD, João Moura, presidente da Distrital de Santarém, e Filipe Santana Dias, presidente da Câmara Municipal de Rio Maior.

"No CJN, o meu objetivo foi sempre dar razão a quem a tinha, independentemente das relações de amizade ou da influência de quem não a tinha. Por essa razão, o lema da candidatura será: 'a coragem de dar razão a quem a tem'" acrescenta.

Paulo Colaço anunciou em janeiro a sua renúncia ao cargo de membro da Jurisdição e uma ação disciplinar a pedir a destituição de Paulo Mota Pinto de presidente da Mesa do Conselho Nacional e do Congresso.

A decisão aconteceu três dias depois de um Conselho Nacional extraordinário do PSD - suscitado pelo pedido de diretas antecipadas por Luís Montenegro - durante o qual todos os membros presentes deste órgão jurisdicional abandonaram a sala da reunião, depois de Paulo Mota Pinto ter recusado seguir um parecer seu, que considerava que os estatutos forçavam uma votação secreta da moção de confiança à direção de Rui Rio.

Nessa reunião, Paulo Mota Pinto decidiu levar o requerimento à votação do Conselho Nacional e os conselheiros acabaram por aprovar, de braço ar e por mais de 70% dos votantes, que a moção de confiança à direção de Rui Rio seria decidida por voto secreto, sendo aprovada com quase 60% de votos favoráveis do Conselho Nacional.

As eleições diretas para escolher o próximo presidente do PSD realizam-se em 11 de janeiro, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e congresso marcado entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.

Até agora, apresentaram-se como candidatos o atual presidente Rui Rio, o antigo líder parlamentar Luís Montenegro e o vice-presidente da Câmara de Cascais (distrito de Lisboa), Miguel Pinto Luz.

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