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CDS solidariza-se com Bernardo Silva e leva assunto ao Parlamento

Partido considera que Bernardo Silva foi "vítima" de uma condenação "injusta" e defende que "importa separar o que é racismo e uma brincadeira entre amigos".

CDS solidariza-se com Bernardo Silva e leva assunto ao Parlamento

O Parlamento vai votar esta sexta-feira um voto de repúdio e de condenação da autoria do grupo parlamentar do CDS referente à recente condenação do jogador Bernardo Silva foi por racismo. 

No texto, a que o Notícias ao Minuto teve acesso, os deputados centristas condenam o racismo no desporto, mas criticam a decisão tomada em relação ao atleta, considerando-a “injusta”.

O partido refere que os atos de racismo “são sempre censuráveis, condenáveis e devem ter o repúdio da sociedade”.

“Quando o racismo acontece no desporto não só não deve ser exceção, como é particularmente grave, até porque muitos jovens encontram no desporto uma escola de formação”, sublinham os deputados, acrescentando que apesar das várias campanhas contra o racismo, este continua a existir.

“Recentemente tivemos alguns exemplos: cânticos de adeptos do Dínamo de Kiev aos jogadores do Shakhtar Donetsk, Taison e Dentinho, que abandonaram o campo a chorar, considerado pelo treinador, o português Luís Castro “uma vergonha”; insultos a Mario Balotelli; ou cânticos de adeptos extremistas da seleção búlgara”, aponta o CDS.

“Importa separar o que é racismo de uma mera brincadeira entre amigos que se estimam e respeitam”, defende o grupo parlamentar, referindo-se à situação de Bernardo Silva.

O atleta português, entende o CDS, “foi vítima destas confusões quando, por brincar com um grande amigo numa rede social, foi condenado pela federação inglesa a um jogo de suspensão, multa de 58 mil euros e a frequentar um programa de educação presencial, por atos racistas”.

Para o partido, trata-se de uma “decisão incompreensível”, tendo a “própria federação concluído que o jogador não teve a intenção de insultar ou fazer um comentário racista e que foi mais uma brincadeira entre dois amigos”.

O CDS considera que “estas confusões não favorecem o combate ao racismo”. “Antes pelo contrário”, acentua, pretendendo com o voto apresentado na Assembleia da República, por um lado condenar qualquer prática de racismo, nomeadamente no desporto, por outro solidarizar-se com Bernardo Silva, “vítima de uma decisão que o condenou injustamente por um aro que nunca cometeu, nem cometeria”, pode ler-se no texto.

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