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Sindicato dos Jornalistas solidário com trabalhadores da TSF

Trabalhadores da TSF deram um prazo de dez dias à admnistração para esclarecer a reestruturação do grupo, os motivos que levaram à demissão do diretor Arsénio Reis e o plano traçado para o futuro da rádio.

Sindicato dos Jornalistas solidário com trabalhadores da TSF

O Sindicato dos Jornalistas (SJ) reiterou esta segunda-feira o seu apoio "à luta dos trabalhadores da TSF, que decidiram dar um prazo aos acionistas do Global Media Group para esclarecerem a anunciada reestruturação do grupo, a qual contestam, a situação financeira do mesmo, os motivos que levaram à demissão do diretor da rádio, Arsénio Reis, e ainda o plano traçado para o futuro da rádio".

Findo esse prazo, os trabalhadores admitem recorrer a diversas formas de luta, incluindo a greve.

"O SJ está solidário com os trabalhadores da TSF, lembrando que acompanha, desde o final de 2018, a situação dos restantes trabalhadores do Global Media Group", lê-se na nota publicada no site do sindicato.

O Sindicato aproveita ainda para reafirmar "a sua total disponibilidade para continuar a apoiar e a defender" os trabalhadores.

Os trabalhadores da TSF decidiram conceder um prazo de dez dias para obter uma resposta - por escrito - por parte dos destinatários, findo o qual se reservam o direito de utilizar todas as formas de luta ao seu dispor, incluindo o recurso à greve", lê-se num comunicado divulgado no sábado

Segundo o texto, que resultou do plenário do dia 15, "desde o anúncio da nova reestruturação [do Global Media Group], a instabilidade na TSF tem sido grande, agravada por atrasos no pagamento de salários a trabalhadores efetivos e colaboradores".

Desde logo, os trabalhadores daquela rádio querem "um esclarecimento claro e cabal de quem tem poder de decisão dentro da empresa sobre a reestruturação anunciada, incluindo rescisões por mútuo acordo e um eventual despedimento coletivo, número de trabalhadores a dispensar, critérios para esses despedimentos e datas para que esta reestruturação avance".

Exigem também a divulgação imediata das contas de 2018, "com as devidas explicações sobre as opções de gestão que levaram ao atual estado do Global Media Group, nomeadamente investimentos feitos em áreas que não tiveram o retorno esperado, prejudicando todo o grupo".

Também a demissão do diretor da TSF, Arsénio Reis, anunciada no dia 7 de novembro e contestada pelos trabalhadores, é alvo de um pedido de clarificação, uma vez que as explicações avançadas pela empresa para esta saída "não convenceram os trabalhadores".

Ainda é pedido "um esclarecimento cabal sobre o futuro do grupo, nomeadamente em termos editoriais, e em especial daquilo que se pretende para a TSF - Rádio Notícias", o cumprimento do pagamento de salários aos trabalhadores, "efetivos e colaboradores", e o "cumprimento do pagamento de subsídio de Natal".

Na quinta-feira, dia 7, a Global Media anunciou que o jornalista Arsénio Reis ia deixar a direção editorial da rádio TSF para exercer novas funções relacionadas com a internacionalização do grupo.

"No contexto da reestruturação do Global Media Group e das estratégias em curso para as suas várias marcas, Arsénio Reis foi convidado a aceitar um novo desafio, estratégico, ligado a` internacionalização do grupo e a uma nova visão de futuro", indicava o comunicado interno a que a Lusa teve acesso.

Arsénio Reis, na direção da rádio desde julho de 2016, vai ser substituído interinamente por Pedro Pinheiro, atualmente diretor-adjunto.

Em 2014, quando a TSF ainda era detida pela Controlinveste Conteúdos, uma restruturação do grupo levou ao despedimento de 160 trabalhadores, 64 dos quais jornalistas.

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